Uma música, sem palavras...
De novo, as maravilhosas cores da Pintura Naif, desta vez, portuguesa.
"Pintura proveniente de uma exposição no Casino do Estoril"
in "mota_34.blogs.sapo.pt"
POESIA POPULAR
do Livro "Cosme de Campos Callado - O Homem e a Obra - 1948-2008", com edição da Fundação Abreu Callado, em Dezembro de 2008. Na página 36 e sob a responsabilidade de Fernando Máximo, escreve-se:
" ...Jaime Velez, por alcunha "O Manta Branca", nascido em Benavila a 30 de Julho de 1894. Jaime Velez foi ganhão e era analfabeto. No entanto, tinha uma veia poética e repentista que lhe permitia em qualquer situação responder a um desafio, versejando sempre...... São diversos os episódios conhecidos que fazem parte da sua longa história de vida. Um dos mais repetidos e que merece ser mencionado, prende-se com o facto de em certa ocasião, na casa do seu patrão se ter feito uma grande festa e estando inclusivamente entre os convidados um ministro. Jaime foi instado a que dissesse uns versos para animar a festa. Resistiu quanto pôde, mas achando ali mais uma oportunidade de poder defender os trabalhadores e zurzir no poder instalado, acabou por aceder depois do patrão lhe ter assegurado que nenhum mal lhe adviria. E disse então a seguinte quadra:
Não vejo senão canalha
De banquete para banquete,
Quem produz e quem trabalha
Come açordas sem "azête"
Depois, de modo repentista, vieram os restantes versos que compunham as décimas:
Ainda o que mais me admira
E penso vezes a miúdo:
Dizem que o sol nasce para tudo
Mas eu digo que é mentira.
Se o pobrezinho conspira
O burguês com ele ralha,
Até diz que o põe à calha
Nem à porta o pode ver.
A não trabalhar e só comer
Não vejo senão canalha!
Quem passa a vida arrastado
Por se ver alegre um dia
Logo diz a burguesia
Que é muito mal governado,
Que é um grande relaxado,
Que anda só no bote e "dête".
Antes que o pobrezinho "respête"
Tratam-no sempre ao desdém
E vê-se andar, quem muito tem,
De banquete para banquete.
É um viver tão diferente
Só o rico tem valor.
E o pobre trabalhador
Vai morrendo lentamente.
A fraqueza o põe doente
E a miséria o atrapalha;
Leva no peito a medalha
Que ganhou à chuva e ao vento
E morre à falta de alimento
Quem produz e quem trabalha
Feliz de quem é patrão
E pobre de quem é criado
Que até dão por mal empregado
O poucochinho que lhe dão.
Quem semeia e colhe o pão
Não tem aonde se "dête",
Só tem quem o "assujête"
Para que toda a vida chore,
E em paga do seu suor
Come açordas sem "azête" "
ORELHA DE PORCO |
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Para os que não estiveram, apesar de serem ou habitarem em Lisboa e para todos os que lá não vivem.
Como na noite de sexta, tive o privilégio de o ver por cá, no Teatro Micaelense, nada melhor que disso dar notícia, aproveitando este vídeo da SIC, quando da estadia deste Ballet em Lisboa, a 23 de Dezembro, último.
Mario Benedetti nasceu em 1920 em Tacuarembó, Uruguai. Em 1960, com a publicação de La tregua, alcança reconhecimento internacional, com mais de uma centena de edições traduzidas em 19 idiomas e levada ao cinema, ao teatro, ao rádio e à televisão. Em 1973 teve que abandonar o seu país por razões políticas; viveu na Argentina, em Cuba, no Peru e em Espanha. A sua vasta produção literária abrange todos os géneros, incluindo famosas letras de canções. A poesia de Benedetti renova a linguagem dos sentimentos, diz com uma voz original aquilo que todos sentimos. Mario Benedetti faleceu aos 88 anos em Montevideo, no dia 18 de Outubro de 2009
Volto com esta rubrica e com a Cozinha Tradicional dos Açores.
Nada melhor que um CALDO DE PEIXE e, para isso é na Ilha do Pico que ele se nos apresenta como um dos mais requintados e apreciados de todo o arquipélago.
Cá vai:
Caldo de Peixe
AREIA LARGA – PICO
Ingredientes:
Para 20 pessoas
* 6 a 8 kg de peixe de pelo menos 4 espécies (bicuda, sargo, muge, roucas, garoupa, lírio, etc.) ;
* 1 ramo de salsa ;
* 3 folhas de louro ;
* 1 kg de tomate ;
* 7 a 8 cebolas ;
* 10 baga de pimenta-da-jamaica (pau de cravo) ;
* 4 dl de vinho branco ;
* 3 colheres de massa de malagueta ;
* açaflor (açafrão) ;
* vinagre ;
* 1 kg de batatas ;
* 2,5 dl de azeite ;
* sal
* Para o molho cru:
* 1 molho de salsa (muito grande) ;
* 8 a 10 cabeças de alho (com a pele roxa) ;
* 3 colheres de sopa de sal grosso (aprox.) ;
* açaflor ;
* vinagre
Confecção:
Corta-se o peixe em postas grossas e leva-se a cozer em lume brando num tacho com água, a salsa, o louro, o tomate e as cebolas cortadas aos quartos, a pimenta-da-jamaica, o vinho branco, a massa de malagueta, açaflor, vinagre e sal a gosto, o azeite e as batatas cortadas ás rodelas grossas.
À parte cozem-se batatas inteiras descascadas (uma por pessoa).
Num almofariz pisa-se a salsa com os dentes de alho (sem tirar a pele roxa), o sal grosso, açaflor e um pouco de vinagre. Estando tudo em papa, junta-se um pouco de água simples, batendo. Rectifica-se o paladar.
Para servir, põe-se o tacho na mesa e tira-se o peixe para uma travessa. Em cada prato coloca-se um bocadinho de peixe de cada espécie e uma batata inteira. Rega-se com o molho cru (verde). Ao mesmo tempo, serve-se o caldo em tigelas deitando em cada uma colher de molho cru. Come-se o peixe e a batata a mesmo tempo que se vão bebendo golinhos de caldo.
Variante: Há quem junte cominhos no caldo ou no molho. Em Madalena deitam vinho no caldo em vez de molho cru.
fonte: Editorial Verbo
Vale sempre a pena falar nos assuntos.
Aplicando o velho ditado: "ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO DÁ ATÉ QUE FURA!", fui por aqui e noutros lugares, falando nesta ligação aérea ontem saíu, ESTA NOTÍCIA .
A ser assim, abrem-se novas oportunidades e, no meu caso concreto, tenho a vida um pouco mais facilitada.
Espero que resulte, para bem de TODOS!!!



Hoje, não escrevo nada!
Fico aqui, pela minha rua, à espera dos meus amigos e familiares para comemorarmos a passagem de mais um ano.
É bom fazermos anos, faz-nos bem!!!
Apareção!!!