Sábado, 11 de Outubro de 2008

UMA POESIA DE DIAS DE MELO

José Dias de Melo, escritor que enalteceu a sua terra, as suas gentes, os seus hábitos e costumes, numa vastíssima obra, deixou-nos no passado nês de Setembro.

A poesia foi uma vertente dos seus escritos, aqui vos deixo um dos seus últimos poemas.

 

Aleijadas
Vacilantes
As minhas pernas
Tão trôpegas
Aleijadas
Vacilantes
Que tenho de me amparar
Ao meu bordão

Quando vou caminhando
Corpo cansado
Corpo trémulo
Corpo febril
Tão cansado
Trémulo
Febril
Que tenho de me amparar
Ao meu bordão

Quando vou caminhando
Vendo mal
Ouvindo mal
Respirando mal
Amparado
Ao meu bordão

Quem passa por mim
Não o vejo bem
Oiço-o mal
Às vezes nem o chego a perceber
Nem sempre o reconheço
E fico-me
Amparado ao meu bordão

Quando vou caminhando
Assim
Arrastando-me
Amparado ao meu bordão
Sou um espectáculo para os jovens.
Pensam
Que nunca chegarão a velhos.
Como eu outrora
Em jovem
Como eu outrora

publicado por felismundo às 16:31
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2 comentários:
De Emiéle a 12 de Outubro de 2008 às 16:19
Excelente homenagem.
Homenagem para ele, e prazer para nós.


De felismundo a 12 de Outubro de 2008 às 18:15
Era uma figura excepcional, não irá ser esquecido.
E quem o viu, como eu, há tão pouco tempo, compreende ainda melhor esta reflexão, em forma de poema.


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