Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

QUE SAUDADES EU SENTI, DE QUANDO SE SEMEAVA TRIGO NO ALENTEJO

Ainda por causa dos alhos chineses, que hoje utilizei na minha açorda, volto à liça, para falar de agricultura e dizer do meu enorme contentamento de ver que o progresso e bem estar de um povo se faz, produzindo.

Tudo isto se casa com uma notícia que me chegou de Moçambique, país a que me ligam laços de eterna simpatia e que diz o seguinte:

Colheita de trigo supera expectativa

A PRODUÇÃO de trigo no país vai atingir resultados encorajadores, esperando-se resultados que se situam acima das três mil toneladas, de acordo com estudos de campo realizados nas províncias de Manica e Tete. Esta produção enquadra-se acima das previsões iniciais do Ministério da Agricultura, que, para o efeito, investiu na semente e na capacitação dos produtores para que possam fazer melhor aproveitamento das potencialidades existentes, bem como da oportunidade derivada da alta de preços no mercado internacional.
Maputo, Segunda-Feira, 17 de Novembro de 2008:: Notícias

O relançamento da produção de trigo foi feito na época fresca, na expectativa de colher pelo menos três mil toneladas, e é a primeira campanha com forte intervenção do Governo, que para o efeito alocou 150 toneladas de semente melhorada da variedade Nduna, introduzida nas províncias de Manica e Tete depois de muito tempo sem produção significativa de trigo no país. Por isso mesmo o Instituto de Investigação Agrária está a trabalhar com nove variedades para identificar a que melhor se adapta às diferentes realidades agro-ecológicas.

Os esforços governamentais estão direccionados para a redução da excessiva dependência de importações de cereais, que estão situadas em 316 mil toneladas para o arroz e 469 mil de trigo. As necessidades de consumo de arroz e trigo no país estão estimadas em 539 mil e 472 toneladas, respectivamente. Os resultados esperados constituem, deste modo, menos que um por cento do défice. Entretanto, com os actuais preços do trigo no mercado internacional, há motivação da parte dos agricultores e espera-se ter mais produtores familiares e também comerciais a intervirem na próxima campanha.

Nuvunga disse que para capacitar os produtores na colheita foram disponibilizados 60 mil sacos e 20 mil foices que estão a ser distribuídos em Tete, Manica e Gaza. Por outro lado, foram colocados silos móveis nos locais de compra em Manica e Tete, em parceria com uma empresa que se compromete a fazer a comercialização.

O preço de referência acordado para a compra do trigo é de oito meticais o quilograma, contra dez praticado pelos malawianos. Com os progressos assinalados na reconstrução da linha de Sena, espera-se que a partir da próxima campanha o trigo e outros produtos do planalto (Tsangano e Angónia) sejam escoados para a Beira a partir de Moatize, reduzindo substancialmente os custos de transporte.

A par da comercialização do trigo, o Governo tem as atenções viradas também para a aquisição de semente para a próxima campanha. Está a ser negociada a aquisição de 1160 toneladas a serem disponibilizadas aos produtores. Esta importação está a ser feita assumindo-se que, apesar do intenso trabalho de investigação em curso, nas próximas campanhas o país ainda precisará de usar semente do Zimbabwe.

 

Será que por cá o Sócrates e a sua gente, não põem o olho nisto?

Já me esquecia, a notícia foi retirada de:

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/


publicado por felismundo às 15:48
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2 comentários:
De Emiéle a 20 de Novembro de 2008 às 08:26
Já se sabe que completamente independente em matéria alimentar, poucos países o conseguem ser, mas sempre se poderia ser um pouco mais. E o que vemos é o oposto. Pelo que sei, cá subsidia-se os produtores para... não produzirem, porque as quotas de Bruxelas não deixam.
Como não entendo nada de economia isto faz-me uma confusão do caraças!!!
É uma boa notícia, essa que chega de Moçambique!
Bem precisam de comida.


De felismundo a 20 de Novembro de 2008 às 14:19
Tens toda a razão, no teu comentário.
Ao pagarem para não produzirmos ou só produzir o que eles querem e quanto, eles querem. é uma treta.
Eu assisti ao arranque de olivais, a entrarem em fase de boa produção de azeitonas, para dar origem ao plantio de vinha, neste momento assiste-se ao movimento inverso.
Nos Açores, quer conter-se a produção leiteira, numa região privilegiada, pela qualidade dos seus lacticínios, desincentivando os criadores de gado, multamdo-os, quando excedem, como se se podesse dizer às vacas, que leite, agora não mais, depois pagam o que lhes apetece pelo leite, enfim, uma bagunça completa.
Esta notícia encheu-me de orgulho, primeiro porque é uma zona que conheço be, e depois por ver que aquele povo, se quer erguer. Assim o espero e desejo!!!


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