Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

ONDE PÁRA A POLÍCIA!

O episódio que vou contar, deu-se ontem, em pleno dia, entre as 14h30 e as 15h00, à saída do Metro das Laranjeiras, na nossa querida Lisboa, capital deste falido país.

Deslocava-se o meu filho do meio, um homem já na casa dos trinta, para uma entrevista de emprego (possível), quando, no local descrito é abordado por três meliantes, e aqui a côr não conta , até porque era um grupo constituído por diversas cores. Um mais velho, já nos vinte bem medidos e dois, mais jovens, pelos dezoito anos. O contacto, tinha por fim o roubo da sua enxada de trabalho, o computador portátil.  Como o abordado, não é de ir às boas, logo os mediu e decidiu entrar em acção, não fosse ele um homem do cinema, sovando convenientemente o mais apessoado. enquanto isso, os dois mais novos, atacaram-no com um pontapé nas costas e numa perna, tendo, um deles, pegado na mala do portátil e fugido. Como o maior já estava fora de combate o meu filho desatou a correr, no encalçe do que lhe levava a "alfaia", pois o outro, menos afoito, fugiu para outro lado. Depois de uma imensa corrida e quando estava proximo de alcançar o alvo, este, decide atirar o computador ao chão e abalar.

Resultado: todo o seu trabalho de anos, danificado e um computador para as urtigas e tudo isto, sem que alguém ajudasse e sem que um qualquer dos pressurosos polícias que abordam multam e prendem, tudo o que não devem, tivesse aparecido e resolvido a situação.

Que segurança para os cidadãos?

Quem poderá ressarcir, quem, de um momento para o outro se viu privado do seu trabalho e dos seus meios de trabalho?

À consideração.

 

 


publicado por felismundo às 10:54
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4 comentários:
De inframodal a 19 de Dezembro de 2008 às 11:41
Os partidários de uma visão securitária dirão que isto lhes dá razão, que há que radicalizar procedimentos...
Os adeptos da ultra-liberalização dos costumes e das práticas afiançam não existirem maus rapazes, mas que a sociedade, qual efeito contágio, os condena.
Eu, que já cá ando há uns tempos, que já vi muita coisa e cultivo dois ?péssimos? hábitos; não faço discriminação de base e não me acobardo nas situações mais bizarras; alerto para o seguinte:- Não olhem a cores, nem feitios e, muito menos, cataloguem os possíveis focos de tensão, mas façam-me um favor, honestamente! Deixem-se de cobardias e abram os olhos, porque, sinceramente, o cidadão, que neste caso fui eu, também se farta!


De felismundo a 22 de Dezembro de 2008 às 19:20
Perante este acontecimento, não sei que dizer mais, aliás já falámos sobre isso e na verdade só apetece ser um polícia à moda do Clif, se poderia dar cabo, de vez, com estas situações que por não serem atacadas "de caras", tendem a aumentar.
Este tipo de crimes, como qualquer outro não pode ter atenuantes nem complacências.


De Emiéle a 20 de Dezembro de 2008 às 09:36
Querido amigo, não tenho tempo para um comentário como deve ser. É de facto revoltante um caso desses, um prejuízo enorme. Eu tenho um modo de levar o portátil que é numa 'mochila de portáteis'. Agora depois de «casa arrombada»... mas posso desde já oferecer essa minha mochila para o próximo. É que torna esse tipo de roubo mais difícil...


De felismundo a 22 de Dezembro de 2008 às 19:24
Emiéle, obrigado pela solidariedade e pelo conselho, mas sempre te digo, que foi demasiado atrevimento, tentarem fazê-lo ao André, só o número de intervenientes, lhes deu coragem de se arriscarem.
Mas a mochila é talvez a solução mais desmobilizadora, até porque , assim, as mão ficam livres.


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