Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

AS RAZÕES DE UMA AUSÊNCIA

Os meus amigos, merecem-me esta explicação.

Tenho andado um pouco arredado destas lides, porque ando em "mudanças",

 

 

 

Voltarei, em breve.

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

 

Bacalhau Guisado à Lisboa Antiga


Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 4 postas de bacalhau (pequenas) ;
  • 500 g de tomate ;
  • 500 g de cebolas ;
  • 500 g de batatas ;
  • 2 dentes de alho ;
  • 2 folhas de louro ;
  • 1 colher de chá de colorau doce ;
  • 1 ramo de salsa ;
  • 1 dl de azeite ;
  • 1 colher de sopa de margarina ;
  • sal e pimenta

Confecção:

Demolham-se as postas de bacalhau em água fria durante uma noite.
Lava-se e corta-se o tomate às rodelas. Faz-se o mesmo às cebolas, às batatas e aos alhos.
Escorre-se o bacalhau, escama-se e faz-se em filetes.
Num tacho com o fundo bastante espesso (para não queimar o cozinhado) colocam-se, em camadas alternadas, o tomate, as batatas, as cebolas, o alho e o bacalhau, até se acabarem todos os elementos. A última camada  deve ser de batatas. Tempera-se cada camada com pimenta e um pouco de sal.
Junta-se o ramo de salsa atado com as folhas de louro, polvilha-se com o colorau e rega-se com o azeite e a margarina.
Tapa-se o tacho e leva-se a lume brando. Deixa-se cozer sem mexer no tacho. Quando a batata estiver cozida, o cozinhado está pronto.

Não possuindo um tacho com o fundo espesso ou antiesturro, deve colocar-se no fundo do tacho uma camada de ameijoas ou de berbigão, sem areia, ou só as cascas que se guardam de umas vezes para as outras, ou ainda seixos da praia bem lavados. é muito importante não mexer o tacho desde o momento que se leva ao lume para cozer.


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Domingo, 18 de Outubro de 2009

MÚSICAS DE DOMINGO

 Neste Outubro de Sol e de Calor, uma música a condizer.

 

 

 


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Sábado, 17 de Outubro de 2009

NO SÁBADO, PINTURA!

 Hoje, permitam-me, subverto um pouco as coisas e vou deixar-vos uma obra de um amigo, que não é pintura mas sim, escultura.

Ora vejam:

 

 

 

Jorge VIEIRA (1922-1998)

 

Escultor e desenhador lisboeta, Jorge Vieira (n. Lisboa, 1922, e m. em Évora, 1998) permanece na memória de muitos como autor do monumental

Homem-Sol

erguido no Parque das Nações, para a Expo98. Com as suas hastes atravessando o espaço em múltiplas direcções,

Homem-Sol

constitui uma espécie de testamento-síntese da obra que Jorge Vieira criou ao longo de uma carreira de cerca de 50 anos. Uma obra duplamente pioneira, pela renovação dos materiais escultóricos, como pela renovação poética da linguagem da escultura, que testou nas formas cheias, redondas, de um imaginário pagão trabalhado no barro (touros, crescentes lunares, sóis...) ou na pedra, mas também nas formas austeras, abertas, de linhas e planos estirados no metal, em que o artista experimentou uma redução fundamental da forma a signo.


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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

CESTAS DE POESIA

Já passaram as eleições.

 

Livres, dizem os políticos, se bem que, para mim, que nasci, cresci e me fiz homem, num outro tempo, a "liberdade" de que estes falam, não é a mesma pela qual eu sonhei e lutei!

 Daí que me tenha recordado do Manuel Alegre desse tempo, combativo e actuante,  e por isso este poema de hoje, para que, os que o lerem, se não esqueçam do que foi o nosso passado recente.

 

 

S (ésse) - 18 de Janeiro de 1974

 

Direi de meu tempo que havia um S

havia uma sombra e um silêncio

havia um S de sigla e de suspeita

com suas seitas e seus sicários.

 

Não sei se signo não sei se sina

não sei se simplesmente sujo.

Ou só servil. Ou só sevícia.

 

Havia um S de Saturno

havia um susto

havia um S de soturno

sobre um S de sol.

 

De meu tempo direi

que havia um S

de sepulcro.

 

Sentinela. Sentinelas.

 

Ou talvez selva. Talvez serpente.

S de sebo e de sebeta: seco seco.

 

E também senão. E também senil.

 

Direi de meu tempo

que havia um S

sem sentido.

 

E também Setembro. E também solstício.

Saga e safra.

Ou talvez semente. Ou talvez segredo.

 

Havia um S de sal e sílex

havia um silvo

Havia um sílaba ciciada.

 

E também o sonho: entre suar e ser.

(Como um soluço como um soluço.)

 

De meu tempo direi

que havia um S

de sol e som.

Havia Setembro e um assobio

Contra um S de sombra e de silêncio.

 

 Manuel Alegre


publicado por felismundo às 09:26
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

COISAS DO PASSADO, OU NÃO TANTO...

 

PERIGO VERMELHO

É  assim que o "EXPRESSO", titula a notícia da transcrissão de uma carta, datada de 1940, e escrita por um proeminente açoriano, da época, com destino a um dignatário do Poder Central, em Lisboa.

                                                                                 

 

 

Avião comercial da “Pan-American Airways” destinado às carreiras América-Lisboa e que faziam escala nos Açores, para abastecimento (1945)
Centro de Documentação e Informação -Diário de Notícias

 

 

Excerto de uma carta datada de 12 de Maio de 1940 (Torre do Tombo - Arquivo Salazar ), dirigida a Alfredo Pimenta por Luiz Bernardo Leite Athaide, Director da Secção de Arte do Museu de Ponta Delgada, industrial e agricultor e membro da Legião Portuguesa, sobre o papel da América nos Açores:

" (...) A maldita guerra pode trazer uma ocupação americana destas portuguesíssimas ilhas Açoreanas, e, quem sabe, talvez ainda definitiva. Receio muito que isto venha a acontecer sendo elas, como são, a vanguarda da América em relação à Europa, ficando a meio caminho dos dois Continentes. 

Deus nos livre de tamanha calamidade! Por tudo, e ainda porque a América poderia dar a victoria às democracias e, consequentemente, teríamos o alastramento de uma onda comunista que não poderia ser sustida. 

Por assim pensar há muito, vejo também, na victoria da Alemanha, a garantia da nossa tranquilidade e da continuidade da nossa civilização, devendo seguir-se para sua consolidação os regimes monárquicos na Peninsula. 

Assim, e só assim, é que a obra de Salazar poderia ter continuidade, portanto, ser verdadeiramente útil á nacionalidade. (...)"


publicado por felismundo às 13:09
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ÁS QUINTAS, GASTRONOMIA!

Este Verão que teima em não nos abandonar, leva-me a outras paragens e, assim, avanço de encontro a esse símbolo de Moçambique e recordo com saudade a sua imensa gastronomia.

Um apontamento:

 

MOCAMBIQUE - embondeiro 2_resize.jpg

 

 

 

Bifes com Molho de Amendoim

 

Ingredientes:

  • 2 dentes de alho
  • 500 grs de bifes de vitela não muito altos
  • 60 grs de amendoim
  • 3 tomates maduros
  • 2 cebolas
  • 1 dl de azeite
  • sal q.b.
  • pimenta q.b.
  • 1 dl de água
 

 

Confecção:

Temperam-se os bifes com sal e pimenta. 
Leve um tacho ao lume com o azeite, as cebolas cortadas às rodelas finas, os dentes de alho pisados, os tomates sem peles nem sementes picado e por cima ponha os bifes. 
Tapa-se o tacho e deixa-se cozer. 
Quando a carne estiver tenra adiciona-se o amendoim pisado e misturado com 1 dl de água. 
Deixa-se ferver para apurar. 
Sirva acompanhado com batatas doces cozidas.


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Domingo, 11 de Outubro de 2009

MÚSICAS DE DOMINGO

 

 

música: O Bailado da Garça, tema principal do filme, Xailes Negros

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Sábado, 10 de Outubro de 2009

NO SÁBADO, PINTURA!

Assim, só para arregalar os olhos...

 



Hieronymous Bosch - As tentações de Santo António (aprox. 1501) - Painel central do tríptico exposto no Museu Nacional de Arte Antiga


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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

CESTAS DE POESIA

Joaquim Namorado

Photobucket

“Metam O burro na gaiola
de doiradas grades
e tratem-no a alpista
se quiserem
- é só um despropósito
Mas esperar dele o trinar
Do canário melodioso
É simplesmente tolo.”


Joaquim Namorado viveu entre 1914 e 1986. Nasceu em Alter do Chão, Alentejo, em 30 de Junho.
Licenciou-se em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra, dedicando-se ao ensino. Exerceu durante dezenas de anos o professorado no ensino particular, já que o ensino oficial, durante o fascismo, lhe esteve vedado.
Depois do 25 de Abril, ingressou no quadro de professores da secção de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Notabilizou-se como poeta neo-realista, tendo colaborado nas revistas Seara Nova, Sol Nascente, Vértice, etc. Obras poéticas: Aviso à Navegação (1941), Incomodidade (1945), A Poesia Necessária (1966). Ensaio: Uma Poética da Cultura (1994).)
Dizem que foi o Joaquim Namorado quem, para iludir a PIDE e a Censura, camuflou de “neo-realismo” o tão falado “realismo socialista” apregoado pelo Jdanov...
Entre muitas outras actividades relevantes , foi redactor e director da Revista de cultura e arte Vértice, onde ficou célebre o episódio da publicação de pensamentos do Karl Marx, mas assinados com o pseudónimo Carlos Marques. Um dia, apareceu na redacção um agente da PIDE a intimidar: “ó Senhor Doutor Joaquim Namorado, avise o Carlos Marques para ter cuidadinho, que nós já estamos de olho nele”...
No concelho da Figueira – considerava-se um figueirense de coração e de acção – chegou a ser membro da Assembleia Municipal, eleito pela APU.
Teve uma modesta residência na vertente sul da Serra da Boa Viagem. Essa casa, aliás, serviu de local para reuniões preparatórias da fundação do jornal Barca Nova.
Muito mais poderia ser dito para recordar Joaquim Namorado, um Cidadão que teve uma vida integra, de sacrifício e de luta, sempre dedicada á total defesa dos interesses do Povo.
Nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983, por iniciativa do jornal Barca Nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem, que constituiu um acontecimento nacional de relevante envergadura, onde participaram vultos eminentes da cultura e da democracia portuguesa.
Na sequência dessa homenagem, a Câmara Municipal da Figueira, durante anos, teve um prémio literário, que alcançou grande prestígio a nível nacional.
Santana Lopes, quando passou pela Figueira, como Presidente de Câmara, decidiu acabar com o “Prémio do Conto Joaquim Namorado”.

 

NOTA:

Aos eleitores de Lisboa, chamo a vossa especial atenção para o último parágrafo da nota biográfica do autor.

Nela está contida toda a vontade e acção que um dito candidato à autarquia lisboeta tem para com a CULTURA.


publicado por felismundo às 10:41
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