Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

CESTAS DE POESIA

Do Mar

Aqueles de um país costeiro, há séculos

 

contêm no tórax a grandeza

 

sonora das marés vivas.

 

Em simples forma de barco,

 

as palmas das mãos. Os cabelos são banais

 

como algas finas. O mar

 

está em suas vidas de tal modo

 

que os embebe dos vapores do sal.

 

 

 

Não é fácil amá-los

 

de um amor igual à

 

benignidade do mar.

 

 


Fiama Hasse Pais Brandão, As Fábulas (ed. Quasi, 2002)

 

 

 

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Fiama Hasse Pais Brandão

(Lisboa, 15 de Agosto de 1938 — Lisboa, 19 de Janeiro de 2007) foi uma escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa.

A sua infância foi passada entre uma quinta em Carcavelos e o St. Julian's School. Foi estudante de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido um dos fundadores do Grupo de Teatro de Letras. Foi casada com Gastão Cruz.

Estreou-se como autora com Em Cada Pedra Um Voo Imóvel (1957), obra que lhe valeu o Prémio Adolfo Casais Monteiro. Ganha notoriedade no meio literário com a revista/movimento Poesia 61, em que publica o texto «Morfismos». É considerada como uma das mais importantes escritoras do movimento que revolucionou a poesia nos anos 60. Foi premiada em 1996 com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. O seu livro Cenas Vivas foi distinguido em 2001 com o prémio literário do P.E.N. Clube Português.

A sua actividade no teatro iniciou-se com um estágio, em 1964, no Teatro Experimental do Porto e com a frequência de um seminário de teatro de Adolfo Gutkin na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1970. Em 1974, foi um dos fundadores do Grupo Teatro Hoje, sendo a sua primeira encenadora com Marina Pineda, de Federico García Lorca. Em 1961 recebeu o Prémio Revelação de Teatro, pela obra Os Chapéus de Chuva. É autora de várias peças de teatro.

Traduziu obras de língua alemã, de língua inglesa e de língua francesa, de John Updike, Bertold Brecht, Antonin Artaud, Novalis e Anton Tchekov, entre outros.

Colaborou em publicações como Seara Nova, Cadernos do Meio-Dia, Brotéria, Revista Vértice, Plano, Colóquio-Letras, Hífen, Relâmpago e A Phala.


publicado por felismundo às 07:00
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4 comentários:
De Maria a 12 de Junho de 2009 às 15:33
È belíssimo este poema; entendo-o, não só ,mas também, como um "hino"aos "homens do mar"!
Ainda bem que a trazes aqui, aliás, como sempre tens feito, nunca será demais lembrarmo-nos dos nossos poetas e Fiama (com obra reconhecida) tem sido, a meu ver, um pouco esquecida!


De felismundo a 14 de Junho de 2009 às 18:35
Há um enorme esquecimento de determinados poetas, da nossa terra. A Fiama é uma delas e eu gosto muito da sua obra. Foi e é, essa a primeira e principal razão, desta rúbrica.


De Emiéle a 15 de Junho de 2009 às 07:40
Que bonita que ela aqui está, nesta foto.
Uma poetiza especial, e este poema bem o mostra.


De felismundo a 15 de Junho de 2009 às 10:26
Tocaste num ponto essencial, a foto.
Podes crer que foi essa, mesmo por opção.
A Fiama , mulher e poetisa, quero recordá-la sempre assim. Esta é que é, ELA!


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