Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

CESTAS DE POESIA

Volto à poesia popular, para dar a conhecer um poeta de Montemor-o-Novo, de nome José António Salgueiro.

Do seu livro "ESTAS PALAVRAS TÃO FORTES QUE MUITOS VÃO COMBATER", editado pela CENTELHA, em 1984, na Col. "CANTAMIGO - poesia popular", 1º volume (poemas 1937-1980), aqui fica uma poesia.

 

http://1.bp.blogspot.com/_x4GczYlwtn0/ShLt79B5RdI/AAAAAAAABuE/rT7S5_2rcNo/s400/12.jpg

 

Depois de ter sido uma vida sapateiro, passou os últimos qurenta anos a fazer o que mais lhe agradava, viver com as plantas e dá-las a conhecer aos demais, na sua função de ervanário.

Nada sei dele , neste momento, mas a sua poesia fá-lo transcender essa meta que se chama morte e projectá-lo, para a eternidade.

 

O QUE FOR NO ATRELADO

O que for no atrelado,

onde embarca toda a gente,

obediente e calado,

vive feliz e contente

 

Para não ser detestado

assim tão rápidamente

terá que ficar calado

e deixar-se ir na corrente

 

Se apontar alguns defeitos

até mesmo com razão,

os que se julgam perfeitos

põem-no logo no chão

 

Em assunto a resolver,

p'ra ficar elucidado,

só se deve obedecer

depois de ter meditado.

 

(1978)


publicado por felismundo às 08:00
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2 comentários:
De inframodal a 21 de Novembro de 2009 às 19:27
Já conhecia e já tinha lido esta colectânea há uns anitos: lembro-me que estava lá por casa. Este poema tem o seu quê de Alentejo, mas o que lhe subjaz, a despeito dos personagens, é uma espécie de tragédia universal: - o pequeno deve parecer ainda mais pequeno ao pé do grande para que não se crie sequer a expectativa daquele lhe fazer sombra (a este, o grande, claro está).

O mais irónico nisto tudo, é que no exercício das minhas funções passei, muito recentemente, por um episódio que se não fosse eu ter alguns vícios de grandeza (passe o sarcasmo) encaixava perfeitamente no coração desse escrito...

É a vantagem dos poetas do e para o povo; chegam mais depressa ao entendimento d'agente!


De felismundo a 23 de Novembro de 2009 às 10:35
Sabia que já tinhas lido e, só não te lembras, mas já estiveste com o autor, pois ele já passou cá por casa, com o Pinto de Sá, uma vez que estiveram em Loulé, no âmbito da Casa da Cultura.
É uma maravilha a sua poesia e ele era uma excelente pessoa.


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