Domingo, 8 de Agosto de 2010

ESTOU DE VOLTA!!!

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Almada Negreiros – A Sesta, 1939 (Carvão sobre papel, 68 x 100 cm)


José de Almada Negreiros ( 1893-1970) , a popularidade de Almada Negreiros virá, em grande parte, da sabedoria com que soube aliar uma profunda compreensão dos valores dos tempos modernos a um apego - manifestado na sua maturidade artística e intelectual - aos valores estéticos e ideológicos da tradição. O artista forma-se á margem do ensino artístico tradicional ( Almada não passa por nenhuma escola de belas-artes) e revela-se, desde 1912, com a presença no I Salão dos Humoristas. A sua actividade criativa passa sobretudo, nessa altura, pela ilustração e pela caricatura, que publica em jornais e em revistas de humor da época. O interesse de Almada pelas artes gráficas estende-se á publicidade, ao cartaz, ás capas de revistas, como a Contemporãnea (1922), e á decoração de interiores. Os seus primeiros quadros são obras de carácter decorativo, que concebe para vários estabelecimentos comerciais de Lisboa, como o conjunto de quatro painéis figurativos que executa, em 1913, para a Alfaiataria Cunha, Brasileira do Chiado, etc... A dança é também uma das suas grandes paixões.Almada experimenta também outros suportes, como a tapeçaria, o azulejo ou o mosaico, regressa ao vitral, com os desenhos para a Igreja Santo Condestável em Lisboa (1951). Do ponto de vista plástico, a obra manter-se-ia sempre alicerçada na persistência do desenho como meio e fim da actividade criadora. Nunca a cor, a matéria pictórica, extravasa os limites impostos pela razão do traço, mesmo quando o artista abraça um maior experimentalismo, informado pela intuição da gramática pós-cubista, com as linhas entrecruzando-se no plano, com os contornos dos corpos resolvidos, sinteticamente, num desenho orgânico próximo da defenição geométrica ( círculos, arcos de círculo, ovais....). As formas da sua predilecção são sobretudo as pessoas - os saltimbancos ( Acrobatas, 1919) e arlequins ( Arlequim e Colombina, 1938). O grande Retrato de Fernando Pessoa (1954), obra emblemática da produção pictórica dos anos 50, foi executado para o restaurante lisboeta Irmãos Unidos.


publicado por felismundo às 14:11
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4 comentários:
De silvya a 9 de Agosto de 2010 às 09:49
ola.
a última exposição que vi dele, (ALMADA),foi na Fundação C.G.
já nem sei precisar há quanto tempo.
penso que o "sesta" esteve de féias, será?
é bom tê-lo de volta.
um abraço encalorado e sufocante do continente
silvya


De felismundo a 11 de Agosto de 2010 às 19:14
Adorava ir jantar ou só tomar um copo aos "Irmãos Unidos" o seu quadro de "Fernado Pessoa", era uma companhia extrordinária!


De inframodal a 10 de Agosto de 2010 às 04:32
Um traço impressionante!


De felismundo a 11 de Agosto de 2010 às 19:16
Sim Inframodal, duma actualidade estonteante!!!


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