Terça-feira, 28 de Junho de 2011

HOJE, DEU-ME PARA ISTO!!!

 

 

ALENTEJO

 


Folheia-se o caderno e eis o sul


E o sul é a palavra. E a palavra 


Desdobra-se 


No espaço com suas letras de 


Solstício e de solfejo


Além de ti


Além do Tejo


Verás o rio e talvez o azul 


Não o de Mallarmé: soma de branco e de vazio


Mas aquela grande linha onde o abstracto 


Começa lentamente a ser o 


Sul

 

Outro é o tempo


Outra a medida 



 

Tão grande a página


Tão curta a escrita

 



Entre o achigã e a perdiz


Entre chaparro e choupo

 



Tanto país


E tão pouco

 

Solidão é companheira 


E de senhor são seus modos 


Rei do céu de todos


E de chão nenhum

 



À sombra de uma azinheira


Há sempre sombra para mais um


Na brancura da cal o traço azul


Alentejo é a última utopia



Todas as aves partem para o sul


Todas as aves: como a poesia

 

Manuel Alegre (Alentejo e ninguém)


publicado por felismundo às 20:00
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1 comentário:
De Pé de cereja a 30 de Junho de 2011 às 08:24
Saudades, saudades, saudades!!!!!
Até me dói um pouco...
(e pensar que há tantos anos lá não vou; já não devo conhecer quase ninguém)


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