Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

LEMBRANDO A INFÂNCIA

De: ANTÓNIO RAMOS ROSA, in "Não posso adiar o coração"

 

MONÓLOGO

 

Perdi a infância e as grandes horas
e procuro numa árvore não sei que intimidade
como se um sol para as mãos nascesse deste olhar
mas a inocência é rápida como o brilho
silênciosa
e existe em si mesma.

Uma forma, sim, sempre silenciosa
dia a dia nascida da surpresa e constância

dia a dia nascida da inocência, mas

como fugir a esta inútil presença?


publicado por felismundo às 16:13
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3 comentários:
De pé-de-cereja a 19 de Janeiro de 2013 às 10:34
Sabe bem, ouvir isto!
Afinal o post já cá estava há uns dias e só hoje o vejo...
Vejo muuuito menos aqui à bloglândia, nem vou ao meu nem visito os amigos. Tá mal! Tenho de mudar os hábitos.


De felismundo a 24 de Janeiro de 2013 às 23:51
Na verdade o abandono dos blogs também me tocam....
Mas, de vez em quando, sabe bem passar por aqui!!!


De silvya a 6 de Fevereiro de 2013 às 12:53
Olá.
Um belo poema de António Ramos Rosa.
A 1ª vez que venho aqui este ano...e que ano.
Tanto que ficou por fazer, embora tanto tenha sido feito. Um sabor acre fica em nós (ficou em mim) como um sonho irrealiazavel.
Infância...inocência perdida...talvez, mas enquanto sonharmos teremos em nós a inocência da infância e força que acalenta e alimenta os nossos sonhos. Um bj.
Silvya


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