O dia de ontem, sábado, foi um daqueles dias que queremos ver riscados do mapa do tempo.
Pela manhã, dei uma volta pelos blogs amigos e dei de caras com o Vinício de Morais, que a Isabel, decidiu ir buscar porque: "Hoje é Sábado".
Saí de casa, para a rotina habitual, jornais, cafézinho, para acordar, e uma volta pela azáfama das manhãs de sábado, dos donos e donas de casa, nas costumeiras compras.
À porta do meu prédio, uma visinha e dois agentes da Judiciária, pois um apartamento, tinha sido assaltado, na tarde do dia anterior.
Seguiu-se uma ida ao dentista, que isto do »Look», tem que se lhe diga, e volta a casa com passagem por uma superfície comercial, para compras de última hora.
Aqui, começa o insólito.
Feitas as compras, avancei decisivamente para a caixa, à minha frente uma cidadã Europeia, também com pouquissímas coisas, e à frente de tudo isto, alguns artigos sem comprador. Depois de uma espera desesperante, chega um casal, na casa os cinquenta, carregados de mais compras, que entretanto tinham decidido ir efectuar. Perante a minha, óbvia, chamada de atenção, para com o acto cometido, o elemento masculino passou para uma imediata agressão verbal, no que foi, e bem, coadjuvado pela parte feminina. Chamado à razão que não devia assim falar para as outras pessoas, o "herói", grita alto e com tom ameaçador: "ai querem assim? Vou já «buscá-la»!, e saíu em direcção ao parque de estacionamento. Aqui a mulher, muda de registo e grita: " Já vão ver como é. Foi buscar a «arma». Vão ver.
Calculam a ansiedade que se gerou. Eu, abandonei o local, esperando que tudo acalmasse, para poder sair em segurança da dita loja, que entretanto tinha acionado a sua segurança e aguardava a presença das forças da autoridade.
O facínora, abalou, eu abalei, com as compras, de que necessitava e a autoridade ainda não tinha chegado. Se tivesse havido qualquer incidente, certamente que o carro funerário, teria chegado antes.
Passou, o resto do dia, sem mais nada de destaque, nem sequer o futebol trouxe qualquer surpresa.
Jantámos, e fui, como meu filho, dar uma volta higiénica.
A páginas tantas, em plena rua, com gente diversa, mulheres, crianças e homens, que a noite a isso convidava, um indivíduo, que o "Mendel", não deve ter conseguido classificar, vociferava, alto e bom som, impropérios, sem nexo nem consistência, antes pela vontade indómita de ser malcriado e ofensivo.
Para fim do dia, nada melhor me poderia ter acontecido.
Nota: Nenhum dos indivíduos citados era: preto; amarelo; cigano; ucraniano; brasileiro, ou de outra etnia diferente.
Não, eram brancos e portugueses, como nós.
Asseguro-vos: Este foi o Sábado mais incrível que passei.