Sábado, 8 de Junho de 2013

...

Manuel Ribeiro de Pavia (Pavia, Mora, 19 de Março de 1907Lisboa, 19 de Março de 1957) foi um pintor e ilustrador português, neo-realista.

É especialmente conhecido como ilustrador, domínio onde exerceu influência determinante nas modernas artes gráficas portuguesas, quer através de capas, quer de ilustrações que realizou para obras de escritores seus contemporâneos

 

Assim, como ele era, simplesmente, um Alentejano!


publicado por felismundo às 13:08
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

POESIA POPULAR ALENTEJANA

Da década de quarenta do Séc. passado.
Hoje, infelismente, actual!!!

 

De Francisco Ralete, natural de Alegrete temos as seguintes Décimas

 

MOTE
Diz a mulher ao marido
não sei o que hei-de fazer
tu fartas-te de trabalhar
e não ganhas para comer

I

Anda ver estas crianças
que mandei deitar sem ceia
às escuras sem candeia
como se fosse por vingança
no almoço não há esperança
onde elas têm o sentido
o meu corpo esta esvaído
quase não posso andar
lastimando-se quase a chorar
diz a mulher ao marido

II

Levantam-se a gritar
que até corta o coração
coitadas querem o pão
e eu não tenho para lho dar
não tenho almoço nem jantar
não tenho nada de comer
só Deus me pode valer
e deito-ma apoquentada
Não tenho azeite não tenho nada
não sei o que hei-de fazer

III

Para que matas o corpo
para que vives sem alegria
trabalhas de noite e de dia
e daqui amanhã estás morto
o teu patrão arranja outro
para ir para o teu lugar
cá estou eu para me ralar
sem ter a que deitar mão
fico sem linhas e sem sabão
e tu fartas-te de trabalhar

IV

Não temos tição nem brasa
aqui morremos ao frio
aí vem o senhorio
pedir a renda de casa
ralhando porque se atrasa
eu disso não quero saber
venho para o receber
quer vocês o tenham ou não
vai e diz ao teu patrão
que não ganhas para comer


publicado por felismundo às 16:29
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Terça-feira, 28 de Junho de 2011

HOJE, DEU-ME PARA ISTO!!!

 

 

ALENTEJO

 


Folheia-se o caderno e eis o sul


E o sul é a palavra. E a palavra 


Desdobra-se 


No espaço com suas letras de 


Solstício e de solfejo


Além de ti


Além do Tejo


Verás o rio e talvez o azul 


Não o de Mallarmé: soma de branco e de vazio


Mas aquela grande linha onde o abstracto 


Começa lentamente a ser o 


Sul

 

Outro é o tempo


Outra a medida 



 

Tão grande a página


Tão curta a escrita

 



Entre o achigã e a perdiz


Entre chaparro e choupo

 



Tanto país


E tão pouco

 

Solidão é companheira 


E de senhor são seus modos 


Rei do céu de todos


E de chão nenhum

 



À sombra de uma azinheira


Há sempre sombra para mais um


Na brancura da cal o traço azul


Alentejo é a última utopia



Todas as aves partem para o sul


Todas as aves: como a poesia

 

Manuel Alegre (Alentejo e ninguém)


publicado por felismundo às 20:00
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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

CESTAS DE POESIA

Mais uma vez a poesia popular alentejana.

 


publicado por felismundo às 11:09
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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

CESTAS DE POESIA

Dando sequência ao meu regresso, volto com poesia popular e, nada melhor que rumar ao Alentejo para, com a ajuda dos alunos da Escola Básica Nº1 de Cano, a quem desde já agradeço, apresentar a poesia de, Aurélio Cardoso Buínho.

Espero que gostem!!!

 

Aurélio Cardoso Buínho

 

AURÉLIO CARDOSO BUÍNHO

Embora natural de S. Bento do Cortiço (Estremoz), considera-se um canense de alma e coração e, por isso, ele nos diz numa das suas poesias: «Se algum dia fores ao Cano / À tua frente verás / A minha bandeira içada».
Nasceu em 13 de Junho de 1936, passando desde muito novo a viver no Cano, onde presentemente vive.
Duma forma geral, tem feito todos os trabalhos inerentes à agricultura mas tem-se dedicado mais à pastorícia.
Talvez esta sua ocupação tenha contribuído de forma decisiva para o bucolismo de que estão eivadas algumas das suas poesias. Conta no seu «curriculum» com:

- Um 1º Prémio numa sessão de poesia popular junto ao Padrão da Batalha do Ameixial;
- Um 1º Prémio numa sessão de poesia popular em Santa Vitória.

 


APRENDE A LER, NÃO DESISTAS


MOTE


APRENDE A LER, NÃO DESISTAS
EMPENHA-TE BEM A FUNDO
FICARAS COM OUTRAS VISTAS
SOBRE A VIDA E SOBRE O MUNDO


I

Saber ler, por que eu entendo
Faz parte da nossa lida
É um pedaço da vida
Que a gente está vivendo
Só tu estás adormecendo
É preciso que resistas
É o saber que tu conquistas
Com a tua habilidade
Mesmo na maioridade
APRENDE A LER, NÃO DESISTAS.


II

Talvez não queiras dar «créto» (1)
E p'ra ti seja indiferente
Mas é menos inteligente
Um homem analfabeto
Por isso aqui te alerto
Sai desse sono profundo
Sai do estado «moribundo»
Toma uma decisão
Aproveita a ocasião
EMPENHA-TE BEM A FUNDO.


III

Já começaste a estudar
Já estás a ser pontuai
Já vais indo menos mal
É preciso continuar
Só assim podes lançar
Teu nome nas grandes listas
Nos jornais e nas revistas
No futuro e no presente
Abre o livro à tua frente
FICARAS COM OUTRAS VISTAS.


IV

Agora já sabes ler
Os sacrifícios foram teus
Dá então graças a Deus
Cumpriste o teu dever
Continua e hás-de ser
Pessoa de grande estudo
De qualquer parte oriundo
E com boas intenções
Homem de largas visões
SOBRE A VIDA E SOBRE O MUNDO.

 


ANOTAÇÕES:

(1) Créto -- crédito.


publicado por felismundo às 11:22
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

 

Favas Guisadas

 


[Favas_1.jpg]

Ingredientes:
Para 4 a 6 pessoas

  • 3 kg de favas ;
  • 150 g de toucinho ;
  • 200 g de chouriço de carne ;
  • 1 molhinho de coentros ;
  • 2 folhas de alho ;
  • 200 g de pão ;
  • sal

Confecção:

Escolhem-se as favas bem tenras e lavam-se depois de descascadas.
Corta-se o toucinho ás tirinhas e o chouriço ás rodelas e fritam-se num tacho em lume brando. Retiram-se quando tiverem largado bastante gordura.
A esta gordura junta-se o molhinho de coentros ao qual se ataram as duas folhas de alho. Deixa-se fritar um pouco e juntam-se-lhe então as favas. Tapam-se e deixam-se cozer, agitando o tacho e juntando pinguinhos de água à medida que vai sendo necessário para impedir que as favas agarrem ao fundo do tacho e se queimem.
A meio da cozedura das favas, introduz-se novamente o toucinho e o chouriço e deixa-se apurar bem.
Coloca-se numa travessa ou num prato fundo (prato de meia cozinha) o pão cortado ás fatias sobre as quais se deitam as favas.
Acompanha-se com salada de alface cegada, isto é, cortada em caldo-verde e temperada com coentros e hortelã picados, azeite, vinagre, sal e um pouco de água.


publicado por felismundo às 08:00
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

http://1.bp.blogspot.com/_O3CF7ZVULmY/S8qabc-jvZI/AAAAAAAAAt8/JA-uIfLYq-A/s1600/Zborreguinho.jpg

 

MÃOZINHAS DE BORREGO COM ERVILHAS

 

Ingredientes:

 

- 12 mãozinhas de borrego

-   2 cebolas

- 200gr. de banha

- sal q.b.

- colorau q.b.

- pimenta moída q.b.

- água q.b.

 

Como fazer:

 

- Refoga-se o borrego com os temperos todos e, quando esteja a meio da cozedura, junta-se lhe as ervilhas.

Quando as ervilhas estiverem cozidas, rectificam-se os temperos e está pronto.

 

E, bom apetite!!!

 

NOTA:

Esta é uma receita de Mariano Ferreira, o "Chefe Mariano" de Estremoz, editadas, em postais ilustrados, pela Câmara Municipal de Estremoz, nas suas "18 Receitas de Borrego".


publicado por felismundo às 17:17
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

[migas+de+batata.jpg]

 


Migas de Batata


Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 1 kg de batatas ;
  • 250 g de toucinho entremeado ;
  • 300 g de chouriço de carne ;
  • 1 dente de alho ;
  • sal

Confecção:

Num tacho de barro fritam-se, em lume brando, o toucinho ás fatias e o chouriço ás rodelas de modo a derreter o máximo de gordura. Retiram-se e, na mesma gordura, frita-se um dente de alho. Adiciona-se um pouco de água.
Entretanto, têm-se já as batatas cozidas e passadas por um passador.
Junta-se o puré ao pingo que está no tacho e mexe-se com a colher de pau dando-lhe a forma de uma bola. Sacodem-se as migas, deitam-se na travessa e servem-se com o toucinho e o chouriço fritos.


publicado por felismundo às 08:00
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

075.jpg image by CarlaGV

 

 

Boleima


Ingredientes:

  • 1 kg de massa de pão
  • 500 g de açúcar
  • 250 g de banha
  • 6 ovos
  • raspa da casca de 1 limão
  • 1 colher de chá de fermento
  • canela

Confecção:

Batem-se muito bem todos os ingredientes com a excepção da canela e de um pouco de açúcar que servirá para polvilhar a boleima.
Quando a massa se apresentar macia e com bolhas, deita-se num tabuleiro bem untado.
Polvilha-se com açúcar e canela e leva-se a cozer em forno moderadamente quente.


publicado por felismundo às 08:00
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Sábado, 12 de Junho de 2010

NOS SÁBADOS, PINTURA

Para que saibam, chama-se RUI ALVES e é alentejano, de Estremoz.

 

 

sinto-me:

publicado por felismundo às 10:10
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