Quarta-feira, 17 de Maio de 2006
Já faz quatro anos a Sofia.
Parece que foi ontem mas a verdade é que será sempre a minha primeira neta, aquela que me deu forças para lutar contra as adversidades com que a vida me brindou.
Mas tudo bem, hoje, na companhia dos Pais e do João, sem esquecer o "BU", aí está ela a festejar o seu quarto aniversário.
Os avós, babosíssimos, estão a ultimar as coisas a fim de rumar até à Invicta, para no próximo fim de semana, comemorarmos, todos, a efeméride.
Para que conste, aqui fica a referência
Segunda-feira, 15 de Maio de 2006
Cumpre-se hoje o centenário do nascimento do Marechal Humberto Delgado.
Não podia, pois, deixar de assinalar aqui essa tão importante efeméride, mas permitam-me que o faça lembrando o Grupo de Teatro "A BARRACA", que há já algum tempo apresentou no RITZ CLUB, essa memorável sala da nossa capital, a peça de Dário Fo, "O BAILE", e que a páginas tantas nos surpreendeu com a evocação da Humberto Delgado, fazendo distribuir, na sala, panfletos da sua candidatura. Momento memorável, que hoje me assaltou e que, certamente, me não vai deixar dormir a SESTA, mas como é por uma causa válida, tudo bem.
Domingo, 14 de Maio de 2006

Cavacos
Nos Açores existem 2 espécies de cavaco, o cavaco-anão (Scyllarus arctus) e o cavaco (Scyllarides latus), sendo apenas a última comercialmente explorada. Entre Maio e fins de Setembro os cavacos encontram-se a profundidades entre os 5 e os 40 metros, começando em Outubro a migrar para profundidades que chegam a atingir mais de 100 metros, onde permanecem até ao mês de Abril seguinte. Esta migração está relacionada com a reprodução, que acontece entre Junho e Agosto. O alimento principal dos cavacos durante o Verão são as lapas, não se sabendo ainda qual é o alimento que consomem quando realizam a migração vertical, visto que as lapas não vivem abaixo dos 12 metros de profundidade. Quanto à reprodução, os sexos são também separados, e os cavacos têm uma reprodução e desenvolvimento larvar idêntico ao das lagostas
Hoje estou todo p'ró CAVACO!
São as recordações dos Açores e dos seus, tão especiais, sabores.
Para os que pensam que cavaco só há um desenganem-se, pois os das Ilhas de Bruma são de outra galáxia.
Quinta-feira, 11 de Maio de 2006
Uma pérola do jornalista Augusto Madureira esta tarde, no noticiário das 19h00 na SIC - Notícias:
"...dos nove detidos em Espanha, no caso Afinsa, dois são luso-portugueses".
Estes são os bons exemplos da nossa iliterecia.
Terça-feira, 9 de Maio de 2006
Nas minhas voltas pelos amigos, passei hoje pelo:
http://www.populo.weblog.com.pt e não pude deixar de ficar tocado pelo "post" sobre a situação do ensino.
Por isso vou aqui lembrar Sebastião da Gama, português MAIOR, que deixou a semente, que é necessário regar, agora que o calor começa a apertar.
QUE VIVAM FELIZES
"O que eu quero principalmente é que vivam felizes"
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes". E pedi, mais que tudo, um coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro; lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade ( e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir ) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
" Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não, falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no combóio e no jardim e onde quer que nos encontremos."
Não acabei sem lhes fazer notar que " a aula é nossa " . Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.
SEBASTIÃO DA GAMA
Sexta-feira, 5 de Maio de 2006
Completa-se hoje um mês que chegaste!
Quiseste chegar mais cedo e não esperar pelo Tempo que a ciência determina.
Hoje, aí estás tu, fazendo pela vida e, segundo dizem os teus pais, na maior. Ainda bem.
Sabes, a saudade dói e nós estamos a contar ir ver-te e comemorar o dia de anos da tua irmã, Sofia.
Já falta pouco João, são só duas semanas.
Coisas de avós babados!
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades para os outros
carregar pedras desperdiçar
muita força para pouco dinheiro
vi-te a trabalhar o dia inteiro
muita força por pouco dinheiro
Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
que força essa amigo
que força essa amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
que força essa amigo
que força essa amigo
Não me digas que não me compreendes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
uma raiva a crescer-te nos dentes
não me digas que não me compreendes
Sérgio Godinho
in "Os Sobreviventes" - 1971
A minha homenagem a TODOS OS TRABALHDORES que neste momento têm o seu posto de trabalho em perigo.
Quinta-feira, 4 de Maio de 2006
Era inevitável.
Uma sala magnífica, um dos últimos resquicios do associativismo, a necessitar aqui e ali de recuperação e restauro, mas viva e a cumprir a missão para que foi criada.
Refiro-me à Sociedade Artística Farense (Os Artistas).
Ontem à noite, em cooperação com a Casa dos Açores no Algarve, foi feito o visionamento do último telefilme de José Medeiros, "O Sorriso da Lua nas Criptomérias", uma transposição daquele que foi um êxito teatral, em Ponta Delgada, para versão TV.
As inerentes dificuldades de passar do palco para o ecrã foram, aos poucos, resolvidas, ainda que se note, principalmente aos que desconhecem a sua génese, desencontros nos ritmos/tempos de representação.
Mas o mais importante situa-se ao nível dos conteúdos, e eles são, de facto, o ponto forte do ESPECTÁCULO.
A sala estava cheia, e o agrado foi geral.
O Zeca, presente na sessão, apesar de visivelmente cansado, lembro que sessões semelhantes tinham sido efectuadas nos dias 28 de Maio, em Lisboa e 30 no Porto, envolveu-se, como só ele sabe, com os que decidiram passar uma noite diferente.