Domingo, 12 de Julho de 2009

MÚSICAS DE DOMINGO

 Volto-me novamente para Espanha e para o Patxi Andion.

 

 

 

música: Rogélio

publicado por felismundo às 09:50
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Sábado, 11 de Julho de 2009

NO SÁBADO, PINTURA!

 Mais uma vez a pintura portuguesa e, desta vez a chamada de atenção para um pintor  de que se fala pouco, MÁRIO BOTAS 

  

 

Mário Botas

Pintor português, Mário Ferreira da Silva Botas nasceu a 23 de Dezembro de 1952, na Nazaré. Estudou Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa. Licenciou-se com distinção em Julho de 1975, mas quase não chegou a exercer a profissão. Em Setembro de 1977 foi-lhe diagnosticada uma leucemia, que pôs em causa o plano da sua vida fazendo-o decidir-se pela dedicação plena à pintura.
De Fevereiro a Agosto de 1978 viveu em Nova Iorque, onde expôs na Galeria Martin Summers. A partir de 1980 residiu em Lisboa, aparte alguns meses no ano de 1983 quando se instalou em Sintra trabalhando intensamente na sua pintura. O agravamento da doença levou-o a regressar a Lisboa onde veio a morrer, a 29 de Setembro de 1983.
"Fui sempre um pintor do lado da escrita, opondo-me e unindo-me a ela", escreveu Mário Botas no catálogo sobre Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, realizada em 1982 na Biblioteca Nacional, Lisboa. Aliás, a sua preferência pela literatura fantástica inscrevem-lhe na obra a contaminação entre o mítico e o histórico.
Os seres da criação de Mário Botas nem sempre são humanos (animais heráldicos, demónios, entes híbridos, silhuetas da loucura), mas são medidos pela condição humana. As suas criações recebem as proporções do fantástico de Bosch e da ironia de Klee. Os contornos assustadores contrastam com as cores serenas. Em Mário Botas prevalece o gosto pela alteridade que aparece, por exemplo, em Retrato evocativo de Fernando Pessoae plenamente transmitido pelo quadro Máscaras, onde três personagens num camarim de teatro exibem, entre elas e para o espectador, máscaras de vida e de morte. Ao insinuar-se nos traços das suas criaturas, o artista mascara-se delas e mascara-as de si próprio servindo de exemplo o conjunto de aguarelas destinado a ilustrar "Le Spleen de Paris". 
Por outro lado, nos trabalhos de Mário Botas os sinais de morte transfiguram-se em vida e os símbolos de vida em imagens de morte (Werther-1982). Em toda a sua obra as instituições se dissolvem e declinam. Os sentimentos e valores que as fundamentam nutrem o cinismo cru dos sujeitos, o egoísmo subjacente à veneração, o modo grotesco da pompa e circunstância. Contraste violento de inquietações e náuseas: de um lado a abjecção do estar-no-mundo-social, do outro, a surpresa, a fascinação, o grande sobressalto do estar-num-Mundo.
Com frequência o pintor inscreve conteúdos verbais na atmosfera em redor das personagens. Reflexões, exclamações, apartes, impropérios, ordens, revelando quer a identidade quer a vontade dos heróis em confronto. 
Mário Botas. In Infopédia

 

música: de Béla Bartók

publicado por felismundo às 07:00
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

CESTAS DE POESIA

 Aproximam-se eleições.

Livres, dizem os políticos, se bem que, para mim, que nasci cresci e me fiz homem, num outro tempo, a "liberdade" de que estes falam, não é a mesma pela qual eu sonhei e lutei

 Daí que me tenha recordado do Manuel Alegre, combativo e actuante, desse tempo e, por isso este poema de hoje, para que, aqueles que o lerem, se não esqueçam do que foi o nosso passado recente.

 

 

S (ésse) - 18 de Janeiro de 1974

 

Direi de meu tempo que havia um S

havia uma sombra e um silêncio

havia um S de sigla e de suspeita

com suas seitas e seus sicários.

 

Não sei se signo não sei se sina

não sei se simplesmente sujo.

Ou só servil. Ou só sevícia.

 

Havia um S de Saturno

havia um susto

havia um S de soturno

sobre um S de sol.

 

De meu tempo direi

que havia um S

de sepulcro.

 

Sentinela. Sentinelas.

 

Ou talvez selva. Talvez serpente.

S de sebo e de sebeta: seco seco.

 

E também senão. E também senil.

 

Direi de meu tempo

que havia um S

sem sentido.

 

E também Setembro. E também solstício.

Saga e safra.

Ou talvez semente. Ou talvez segredo.

 

Havia um S de sal e sílex

havia um silvo

Havia um sílaba ciciada.

 

E também o sonho: entre suar e ser.

(Como um soluço como um soluço.)

 

De meu tempo direi

que havia um S

de sol e som.

Havia Setembro e um assobio

Contra um S de sombra e de silêncio.

 

 Manuel Alegre


publicado por felismundo às 07:00
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

 

 


Empadas de Galinha

VILA VIÇOSA


Ingredientes:

  • Para o recheio:
  • 1 galinha ;
  • 250 g de toucinho ;
  • 1 chouriço de carne médio (linguiça) ;
  • 1 colher de sopa de banha ;
  • 2 colheres de sopa de azeite ;
  • 1 cebola ;
  • 2 dentes de alho ;
  • 1 ramo de salsa ;
  • 1 ramo de manjerona ;
  • 3 cravinhos ;
  • 10 grãos de pimenta preta ;
  • 1 dl de vinagre ;
  • 1 dl de vinho branco ;
  • 4 dl de água ;
  • sal
  • Para a massa:
  • 500 g de farinha ;
  • 2 ovos (para pincelar)

Confecção:

Metem-se numa panela todos os ingredientes citados para o recheio e leva-se ao lume até que a galinha esteja bem cozida e se separe dos ossos. A quantidade de líquido - vinagre, vinho branco e água - depende do tamanho da galinha e do recipiente em que for cozida. A galinha deverá ficar bem coberta pela mistura referida e, sendo necessário aumentar as quantidades indicadas, as proporções deverão ser respeitadas, isto é: para 4 partes de água, 1 de vinagre e 1 de vinho branco.
Estando a galinha e as restantes carnes bem cozidas, escorrem-se e cortam-se em bocadinhos. Côa-se o caldo e deixa-se arrefecer.
Peneira-se a farinha para uma tigela grande e trabalha-se à mão com a gordura sobrenadante e um pouco de caldo. Amassa-se até se obter uma pasta macia e de boa consistência para se tender.
Estende-se a massa a massa à mão em bocados com que se forram as características formas de empadas. Dentro de cada forma deitam-se bocadinhos de farinha, um bocadinho de toucinho e um ou dois pedaços de chouriço. Rega-se com uma colher de sopa do caldo de cozer as carnes e tapa-se com uma rodela da mesma massa. Faz-se a massa aderir nos bordos dando-lhe uma espécie de beliscões. Pincelam-se com ovo batido e levam-se a cozer em forno moderadamente quente.

Antigamente estas empadas eram moldadas e cozidas em formas feitas em casa com papel manteigueiro. Hoje, para as cozer, usam-se as características formas em folha para empadas.

 

NOTA:

Notícia matinal, obriga-me a aqui voltar para lhes dar a conhecer como se divulga a gastronomia portuguesa .

 

Ora vejam


publicado por felismundo às 07:00
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

COISAS DO QUOTIDIANO

Como é hábito, fui fazer as compras do dia, um ritual que se repete com agradáveis surpresas, como a de hoje.

Depois de ter juntado mais uns euros, num carrinho de compras, dirigi-me à caixa para efectuar o pagamento. Era cedo e ainda não havia o bulício que se adivinhava, para as horas mais perto do meio-dia. Deu para percorrer os vários corredores da "grande superfície" e constatar as chávenas, com poemas do Bocage e outras com poemas de Fernando Pessoa e os pratos e chávenas com reproduções dos lenços de namorados. (Esta tem endereço!!!). Mas,...., dizia eu, dirigi-me à caixa e um cliente à minha frente, cumpria o seu dever de  pagar a conta. Reparei nele e vi que era uma pessoa conhecida, mas com a simplicidade de um qualquer anónimo, ali estava, tal como eu e muitos outros, no seu lugar. Quando chegou a minha vez, a menina da caixa, uma simpatia, diga-se de passagem  o que é apanágio nestas paragens, respondendo ao meu, Bom Dia! Diz-me, toda nervosa: "O Sr. viu quem estava à sua frente?". E eu, respondi: "Vi!". "E conheceu-o?". Sim! Era o Pauleta!

Passado este diálogo, dou comigo a pensar numa outra notícia que tinha ouvido logo pela manhã e que dizia que tinham sido destacados cerca de "seis" seguranças particulares para o Cristiano Ronaldo, que agora quer ser simplesmente Ronaldo. Será que é para se equiparar ao outro de triste memória?

As diferenças entre o "ser" Pedro Miguel Carreiro Resendes e Cristiano Ronaldo Aveiro, é incomensurável. Sei que futebolisticamente as coisas são diferentes, mas do ponto de vista de carácter e humano, a coisa é também o dia ao pé da noite.

Que me desculpe o "Ronaldo" mas para mim, o meu número "NOVE", é o "PAULETA"!

 


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Domingo, 5 de Julho de 2009

MÚSICAS DE DOMINGO

 Sem palavras!!!

 

 

 

música: Englishman in New York

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Sábado, 4 de Julho de 2009

NO SÁBADO, PINTURA!

Mais um pintor português. 

 

 

 

música: de Bill Evans

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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

QUEM NOS PODE EXPLICAR?

Assim, sem mais, respiguei do Diário de Notícias - Artes e fiquei como que sem folego para dizer mais qualquer coisa. Limitei-me a fazer "copy paste" da notícia, com um cumprimento especial ao DN.

 

"A viver no Brasil

Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa

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Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa

A notícia foi avançada pela Antena 2, depois de a pianista ter revelado ao jornalista Paulo Alves Guerra a intenção de se tornar uma cidadã brasileira.

A mais internacional e premiada pianista portuguesa quer renunciar à nacionalidade devido aos "coices e pontapés que tem recebido do Governo português".

A decisão da artista de 65 anos, instalada em Salvador da Baía, no Brasil - onde tem autorização de residência - foi motivada pelos problemas de apoios e financiamentos ao projecto educativo  que fundara em Belgais, Castelo Branco. A filha de Maria João Pires, Joana Pires, que preside neste momento à associação, deverá manter o espaço, ainda grande parte dos materiais tenham sido arrestados no passado mês de Junho por ordem judicial.

Já em 2006, Maria João Pires dizia ser "vítima de uma verdadeira tortura" e anunciava a partida para o Brasil, onde iria "respirar" e salvar-se "dos malefícios" que Portugal lhe estava a fazer. "Sofri fisicamente todos aqueles anos em que me dediquei ao projecto e tentei fazer tudo, e não consegui... no fundo, não consegui mais do que um começo", lamentou na altura."

 

Gostava que o Ministro da Cultura, dissesse qualquer coisa, sobre este assunto!!!
 


publicado por felismundo às 20:13
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CESTAS DE POESIA - 1

 

 





XLIV



Saberás que não te amo e que te amo

pois que de dois modos é a vida,

a palavra é uma asa do silêncio,

o fogo tem sua metade de frio.



Amo-te para começar a amar-te,

para recomeçar o infinito

e para não deixar de amar-te nunca:

por isso não te amo ainda.



Amo-te e não te amo como se tivesse

nas minhas mãos a chave da felicidade

e um incerto destino infeliz.



O meu amor tem duas vidas para amar-te.

Por isso te amo quando não te amo

e por isso te amo quando te amo.



in Cem Sonetos de Amor

Campo das Letras


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CESTAS DE POESIA

 Pablo Neruda

Me Gusta Cuando Callas...

 

 


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