Domingo, 18 de Abril de 2010
música: Sou Barco
Sábado, 17 de Abril de 2010
Voltamos hoje à pintura naif com origem portuguesa e deparamo-nos com esta saudação a uma Primavera, que teima em chegar, da autoria de António José Ramos Santos.

Um trabalho de Ramos Santos
Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Apesar das negas que a Primavera nos tem feito, ouçam com atenção estas "décimas".
Quinta-feira, 15 de Abril de 2010
Depois de uns dias de obras, devido a uma avaria na casa das máquinas, eis-me de volta com mais uma sugestão, desta vez do Algarve.
Que experimentem, que resulte e que gostem!
Favas à Algarvia

Ingredientes:
Para 4 pessoas
- 800 grs de favas (descascadas) ;
- 150 grs de chouriço preto (morcela) ;
- 150 grs de chouriço vermelho ;
- 2 dentes de alho ;
- 1 quarto de dl de azeite ;
- 150 grs de bacon ou toucinho entremeado fresco ;
- 1 molho de coentros, rama de alho e de cebolam
Confecção:
Descasque as favas. Lave em água fria e escorra num passador.
Leve um tacho ao lume. Adicione um pouco de água, junte as favas e coza cerca de 8 minutos.
Escorra as favas e retire-as do tacho. Descasque os dentes de alho e pique fino.
Corte o chouriço preto e o vermelho ás rodas e o bacon em fatias pequenas.
Leve novamente o tacho ao lume, depois de lavado e limpo. Deite o azeite e deixe aquecer. Junte o alho e deixe alourar, sem queimar. Em seguida, junte as favas e um pouco de água. Tape e deixe cozinhar.
À parte, numa frigideira frite as carnes. Junte ás favas que estão a cozinhar e mexa envolvendo as carnes com favas. Deixe apurar.
Polvilhe com coentros, ramas de alho e de cebola picadas.
Conselho: No caso de não ter favas frescas, use congeladas. Utilize chouriços do tipo caseiro. Se utilizar chouriços do tipo industrial, deverá ter o cuidado de retirar a pele.
fonte: Região de Turismo do Algarve
Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
Ainda em obras, sugiro que visitem este endereço.
Sábado, 10 de Abril de 2010
Veio hoje, no Jornal on line A UNIÃO, porque a achei de interesse público aqui a deixo, aberta aos vossos comentários e opiniões.
Ao Jornal A UNIÃO e ao seu autor, Paulo Sousa Mendes, com a devida vénia.
"Sábado, dia 10 de Abril de 2010
SATA deve ser a 'low cost' dos açorianos
Publicado na Sábado, dia 10 de Abril de 2010, por Paulo Sousa Mendes
Os transportes são fundamentais para a vivência da nossa realidade arquipelágica, principalmente os transportes aéreos e marítimos. Contudo, ao longo da breve história da nossa Autonomia, nunca se estabeleceu um debate sério e verdadeiro acerca das razões que têm dificultado o serviço público de transportes.
Subsistem autênticos mitos que rodeiam os meandros da nossa política de transportes aéreos. Interessará assim, desvanece-los.
O primeiro mito prende-se com o estatuto dos nossos 'céus', contrariado por Regulamentos Europeus1 que reforçam a organização e utilização do espaço aéreo no céu único europeu e que, segundo os quais, a exploração aérea comercial dos Açores não está vedada, ao contrário daquilo que é comummente difundido, servindo para confundir qualquer discussão séria sobre a política de transportes aéreos na nossa Região.
A difusão do primeiro mito deve-se à possibilidade, prevista também por regulamentação europeia2, de um Estado-membro impor uma obrigação de serviço público para ligações aéreas regulares que sirvam regiões consideradas periféricas ou ultra-periféricas, de forma a assegurarem preços acessíveis, dada a pouca apetência comercial oferecida, o que explica a razão pela qual uma companhia aérea 'low cost' opera a partir de São Miguel para outros países europeus3, exceptuando o continente português.
É na obrigação de serviço público que reside a origem do segundo mito, a alegada 'mais valia' comercial das rotas inter-ilhas e entre o arquipélago e o continente, dando azo à reivindicação popular de abrir o espaço aéreo açoriano a companhias designadas 'low cost', o que não deixa, em parte, de ser um contra-senso, se considerarmos o primeiro mito, assim como as declarações proferidas por Michael O'Leary, CEO da companhia aérea de baixo custo Ryanair, à PressTUR, quando descartou a possibilidade de estabelecer rotas para os Açores.
Até as rotas para a Madeira são pouco atractivas, pois nas palavras do próprio Michael O'Leary: “No tempo que demoro a fazer uma rotação para o Funchal em que transporto 300 passageiros, posso fazer três rotações para Madrid e transportar mil passageiros”.
O próprio Secretário Regional da Economia, em Abril de 2009, confirmou o desinteresse das companhias aéreas de 'low cost' em explorar o mercado açoriano, dado que nunca recebeu nenhuma solicitação nesse sentido. Muito provavelmente, as companhias aéreas 'low cost' só demonstrarão algum interesse, se a Região vier a financiar tal operação, colmatando eventuais prejuízos. Contudo, essa será uma estratégia, no mínimo, irresponsável, quando temos uma companhia aérea da Região.
Desta forma, chegamos ao terceiro mito. De quem é a responsabilidade pelos actuais preços praticados? Da SATA ou do Governo Regional? Uma questão falaciosa, pois a SATA é uma empresa detida, na sua totalidade, por capitais públicos, da Região.
As petições públicas, que por aí correm, exigindo que se 'abram os céus' da Região às companhias aéreas 'low cost' são irrealistas por duas razões. Em primeiro lugar, porque o céu já se encontra 'aberto' e em segundo lugar, porque as companhias áreas de 'low cost' não estão interessadas em operar no nosso mercado. Faria, pois, mais sentido promover petições públicas exigindo que o Governo Regional baixasse as tarifas.
Numa época de crise, em que as companhias aéreas de todo o Mundo registam prejuízos, a nossa empresa regional regista lucros, como se o lucro de um serviço público fosse unicamente financeiro!
O lucro de um serviço público reside na qualidade oferecida e na satisfação das necessidades dos seus utentes, ainda mais quando a SATA é obrigada a prestar um serviço público, enquanto entidade adjudicatária, através de Resolução da Região, ao abrigo de regulamentação europeia2, a qual obriga à prática de tarifários acessíveis, o que, na minha opinião, está longe de ser regra.
Assistimos porém, exactamente, ao contrário. A Região desinveste na SATA e explora os utentes do serviço público. Tudo para apresentar resultados financeiros que a tornem apetecível a uma, eventual, aquisição, por parte de interesses privados.
Os utentes, por sua vez, atribuem culpas à SATA e ilibam o Governo Regional, quando simultaneamente, e face à falta de qualidade do serviço prestado, suspiram pela sua privatização, alimentando o quarto mito: o 'privado' é sempre melhor do que o 'público'.
É claro que os quatro mitos, quando desmitificados são contraditórios, mas enquanto certezas que circulam, por entre o senso comum, são factores extremamente sólidos para explicar o mau funcionamento dos transportes aéreos na Região.
Urge assim, exigir melhores serviços públicos e para isso, há que investir na sua qualidade. Porque afinal, a SATA até poderá oferecer tarifários 'low cost'!
1 Regulamento (CE) n.º 551/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho de 10 de Março de 2004 e o Regulamento (CE) n.º 2150/2005 da Comissão de 23 de Dezembro de 2005 que estabelece regras comuns para a utilização flexível do espaço aéreo.
2 N.º 1 do Art. 4.º do Regulamento (CEE) n.º 2408/92 do Conselho de 23 de Julho de 1992.
3Uma companhia aérea ‘low cost’ que afinal pratica tarifas semelhantes à TAP e à SATA. Por exemplo, um bilhete (tarifa não flexível) entre Ponta Delgada e Viena, na companhia aérea ‘low cost’ é quase equivalente ao custo de um bilhete (tarifa residente, não flexível), na TAP ou na SATA, entre Ponta Delgada e Lisboa com ligação até Viena."
Quinta-feira, 8 de Abril de 2010
Esta semana, a coisa não está grande coisa, o sono é grande e não sei se será possível por aqui passar, por isso vou deixar uma cantiguinha que espero, vos agrade.
música: Chamava-se Catarina
Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
Completam-se, hoje, quatro anos que nasceu o meu neto João.
Com um grande beijinho de parabéns para ele, para os pais e as irmãs, aqui assiná-lo a efeméride com a grande pena de estar longe.

Esta é de há quatro anos.

Esta é de ontem.
Domingo, 4 de Abril de 2010
Passado algum tempo, volto ao fado e a uma das minhas vozes preferidas, ALDINA DUARTE
PARA TODOS OS QUE ME VISITAREM UM BOM DOMINGO DE PÁSCOA
música: Princesa Prometida
Sábado, 3 de Abril de 2010
Nada mais a propósito.

Título: Cordeiro Pascal
Autor: Josefa de Óbidos
Data: Séc. XVII
Descrição: Uma pintura em tela, representando um "Cordeiro Pascal".
Esta pintura pertence ao Palácio Nacional da Ajuda, encontra-se em depósito no Paço dos Duques.