Depois de uma ausência mais ou menos prolongada vou, de novo, tentar um regresso que seja duradouro se bem que, esta permissa, não me vincule a um aparecer todos os dias, mas antes a um aparecer assim como quem levanta a cortina da janela e espreita p que se passa, na rua, no quintal ou, nas trazeiras do prédio. Veremos de que sou capaz.
Hoje resolvi trazer um escrito que, Mário-Henriques Leiria escreveu no prefácio da 2ª edição dos, "CONTOS DO GIN-TÓNICO", em 1976.
" A revolução não é um estado de coisas permanente e não podemos permitir-lhe que assim queira caminhar. A corrente da revolução desencadeada deve ser conduzida pelo canal da evolução."
Tudo nos levaria a crer que é uma frase recente, muito recente. Realmente é de 6 de Julho.
6 de Julho de 1933 Adolfo Hitler na Chancelaria do Reich, no seu discurso aos REICHSTATTALTER nacionais e socialistas, todos perfilados e impecavelmente fardados.
Ficariam conhecidos na generalidade por NAZIS.
E FOI O QUE SE VIU.
De silvya a 4 de Novembro de 2010 às 21:16
ola.
parece que andamos todos na mesma.
cansados, desiludidos.
não tenho vindo aqui, mas estive a pesquisar, e parece que a "sesta", também esteve em pouzio...
não me recordava desta frase, mas realmente é actual, e tens razão, parece ter sido ontem...
um abraço
silvya
Olá Silvya.
Faz tempo que não nos mostravamos. Digo isto porque eu tenho andado arredio e intermitente , parece-me que irá ser assim pelo menos por uns tempos.
Por mim, é tudo junto a situação do país, a minha situação, fazem-me andar para aqui numa incógnita que não há meio de achar o resultado.
Quanto ao escrito do Mário-Henriques, pareceu-me atempado colocá-la aqui agora.
Abraço!!!
Claro que muita coisa muda e tem mudado. Até o facto de podermos fazer esta críticas - mesmo que seja apenas para desabafar... Mas tem mudado muito menos do que gostaríamos...
Pé de Cereja, a tua última frase justifica a lembrança que quis trazer à colação quando publiquei este escrito.
O que mudou, não foi assim tanto que nos faça sentir felizes, antes pelo contrário. Ter tido 48 anos de Estado Novo, viver a alegria de uma mudança efectiva, com o 25 de Abril e ao fim de trinta e seis anos vermos tudo regredir a este ponto, faz-nos desacreditar. Tenhamos coragem e saibamos alterar, um mínimo que seja, a 23 de Janeiro.
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