Escreve a Emiéle, no Pópulo, sobre o facto de estarmos, nós portugueses, de Mértola, selecionados para um prémio da ONU, com as Unidades Móveis de Saúde. Nada mais agradável e de saudar.
Inexorávelmente, veio-me à memória as BIBLIOTECAS ITINERANTES da Fundação Calouste Gulbenkian.

Obra de inestimável valor, a que nunca foi dado o relevo e a importância que tiveram e ainda têm, apesar de já não rodarem por aÃ, por este Portugal. Têm porque,muitos ainda há que delas tiraram proveito e estÃmulo para vidas mais relevantes e maior compreenção do Mundo e das Coisas.
Foi em 1958 que o então presidente Dr. Azeredo Perdigão, no acto inaugural do serviço de Bibliotecas Itinerantes, no Largo de Camões, em Lisboa, afirmou:
" É preciso ler sempre, e regularmente; mas, para que o povo leia, torna-se indispensável, não só despertar e manter nele o gosto pela leitura, mas também facilitar-lhe os meios de o satisfazer.
Quando o homem não procura o livro, ou porque não tem condições financeiras para o comprar, ou porque habita longe dos centros populacionais onde mais facilmente o poderia adquirir, ou porque ignora, até, a existência dos que melhor satisfariam as suas necessidades profissionais, espirituais ou recreativas, quando o homem, por qualquer motivo, não se interessa pelo livro e não busca a sua convivência, o livro tem de procurar o homem, para o servir, quer instruindo-o, quer recreando-o. "
Foram estas as doutas palavras, que originaram o aparecimento dessa prestimosa organização.
E isto, também é essencial à SAÚDE!
Emiéle, para além da saúde, era a festa, o diferente, o contacto com o Mundo distante. A ALEGRIA.
Quanto ao teu filho, desejo-lhe a maior sorte do mundo e que consiga transportar para a prática, os conhecimentos obtidos.
De
Emiéle a 1 de Novembro de 2006 às 19:13
As coisas estão todas articuladas, não é? Eu tenho uma estima especial pelas bibliotecas e ainda há pouco escrevi mais uma coisa sobre elas (creio que foi no Dia da Biblioteca escolar, creio eu). A verdade é que o meu filhote está nessa área e eu naturalmente que me interesso muito, mesmo que mais não fosse porque o interessa a ele!
Realmente essas itinerantes, de que deixaste a imagem ali em cima, tinham uma função fantástica, porque levavam mesmo a cultura ao interior, onde dificilmente chegaria por outro modo. Tens toda a razão, era saúde também. Saúde mental, primeiro, e saúde fÃsica porque quando a mente é estimulada o corpo agradece.
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