Quinta-feira, 25 de Maio de 2006
Comemora-se um pouco por todo o paÃs, o dia de hoje.
"Quinta-Feira de Ascenção" e "O Dia do Leite", são outras designações também usadas para este dia.
Mas aqui no SUL, é Dia da Espiga e, segundo Ernesto Veiga de Oliveira, "as pessoas, saem para os campos, para apanharem a "espiga", isto é, arranjam um raminho, que enquadra fundamentalmente uma espiga de trigo e um ranco de oliveira, e que se compõe, além destas espécies, de espigas, a preceito, de outros cereais — centeio, cevada, aveia, etc.—, e também rosas, papoilas, malmequeres, margaridas, pampilhos, ou outras flores campestres, em número e combinações variáveis conforme as localidades, mas certas em relação a cada uma, que se pendura dentro de casa, na parede da cozinha ou da sala, e aà se conserva um ano, até ser substituÃda pela "espiga" do ano seguinte, e a que, colhida nesse dia, se associa uma ideia expressa de virtude benfazeja".
Agora pergunto eu, como é possÃvel, viver-se este dia na plenitude quando a maior parte dos campos, do meu Alentejo, já se não dedicam ao cultivo do "pão", pois transformaram-se em coutadas de caça, ou foram simplesmente abandonados, esperando que o regadio chegue, transformando a paisagem e dificultando a vivência de tradições ancestrais.
Ainda se fosse para melhor, mas não, tudo é feito em função do lucro rápido, sem ter em conta a preservação do ambiente e dos ecosistemas.
Um desejo, que ao menos a nossa Espiga, não seja castradora dos nossos anseios.
De xuruco a 27 de Maio de 2006 às 23:19
Uma das qualidades dos alentejanos é a sua "brandura" em relação a tudo, temo que também seja o seu pior defeito...sujeitam-se a tudo e não têm grande espirito de luta para inverter as situações. Enfim não podiam ter tudo bom...
De
Emiéle a 25 de Maio de 2006 às 21:41
Olá, Zé Palmeiro, venho pagar a visita :D
Tem piada termos escrito sobre o mesmo tema, e com o mesmo toquezinho nostrálgico. Talvez ajude a entender se eu disser que esse meu avô que ia comigo apanhar a Espiga era alentejano... Deve ser uma das razões de eu tem o Alentejo nos olhos, e me fazer tanta saudade aqueles enormes campos de trigo que deixei de ver.
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