Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

Hoje, que é feriado, dia de Portugal, apetece-me oferecer-lhes um doce.

Aqui vai:

 

http://www.docesregionais.com/wp-content/uploads/2008/03/image217.png

 


Tiborna Grande

VILA VIÇOSA


Ingredientes:

  • 750 g de açúcar ;
  • 250 g de amêndoas ;
  • 20 gemas de ovos ;
  • 500 g de pão de 1ª ;
  • 1 colher de sobremesa de canela em pó ;
  • 200 g de doce de chila ;
  • cerejas cristalizadas ;
  • pérolas prateadas

Confecção:

Leva-se o açúcar ao lume com 6 dl de água e deixa-se ferver até fazer ponto de pasta no qual se preparam 11 gemas em fios de ovos. Reservam-se os fios de ovos.
Ao açúcar que restou da preparação dos fios dos ovos junta-se a amêndoa ralada muito finamente, o miolo de pão ralado e algumas côdeas do mesmo pão cortadas em quadradinhos. Deixa-se cozer um pouco, retira-se do calor e adicionam-se as 9 gemas que restam e a canela. Leva-se novamente ao lume (brando) para enxugar.
Para armar a tiborna: forra-se uma tigela com um papel vegetal, no fundo do qual se deita metade da porção do massapão dando-lhe a forma de tigela. Enche-se com o doce de chila e cobre-se com o massapão que resta. Deixa-se ficar assim até ao dia seguinte.
Prepara-se uma folha de papel de seda branco recortado. No centro deste papel coloca-se uma rodela de papel mais grosso, sobre o qual se desenforma a tiborna. Enfeita-se com os fios de ovos, cerejas cristalizadas e pérolas prateadas.
Atam-se as pontas do papel de seda com fios de lã de várias cores.

 

Obs: Todos sabemos que as Tibornas, são simplesmente fatias de pão acabado de cozer e mergulhadas, simplesmente, em azeite, de preferência no lagar, acabadinho de sair da prensa. No entanto a arte e o engenho do "nosso povo" e neste particular caso, dos Calipolenses, levou-os a fazerem esta delícia.


publicado por felismundo às 10:44
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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

http://tiarute.blogs.sapo.pt/arquivo/favas.bmp

 

Favas Guisadas


Ingredientes:
Para 4 a 6 pessoas

  • 3 kg de favas ;
  • 150 g de toucinho ;
  • 200 g de chouriço de carne ;
  • 1 molhinho de coentros ;
  • 2 folhas de alho ;
  • 200 g de pão ;
  • sal

Confecção:

Escolhem-se as favas bem tenras e lavam-se depois de descascadas.
Corta-se o toucinho ás tirinhas e o chouriço ás rodelas e fritam-se num tacho em lume brando. Retiram-se quando tiverem largado bastante gordura.
A esta gordura junta-se o molhinho de coentros ao qual se ataram as duas folhas de alho. Deixa-se fritar um pouco e juntam-se-lhe então as favas. Tapam-se e deixam-se cozer, agitando o tacho e juntando pinguinhos de água à medida que vai sendo necessário para impedir que as favas agarrem ao fundo do tacho e se queimem.
A meio da cozedura das favas, introduz-se novamente o toucinho e o chouriço e deixa-se apurar bem.
Coloca-se numa travessa ou num prato fundo (prato de meia cozinha) o pão cortado ás fatias sobre as quais se deitam as favas.
Acompanha-se com salada de alface cegada, isto é, cortada em caldo-verde e temperada com coentros e hortelã picados, azeite, vinagre, sal e um pouco de água.


publicado por felismundo às 17:35
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Sábado, 22 de Maio de 2010

NOS SÁBADOS, PINTURA

 

Maria Augusta Cortes, natural de Ourique-Gare, Castro Verde, foi Educadora de Infância. Já aposentada, tomou contacto com a Pintura Naif e apaixonou-se por esta forma de expressão. Desde 2002 participa regularmente em exposições colectivas na Galeria Verney, em Oeiras.

 

 

http://sol.sapo.pt/photos/olindagil3/images/1120910/500x345.aspx

 

CEIFEIRAS

 

 

Acampamento de ciganos


publicado por felismundo às 15:19
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

http://fotos.sapo.pt/KiSNtVi0DebrFnznzbZb/

 

Teria gostado mais de aqui vos deixar uma fota de meia carcaça de borrego, mas também não gosto de ferir sensibilidades e optei por deixar estas magníficas costeletas, para lembrar o borrego, coisa que não aparece com frequência aqui nos Açores.

Estou tentado a fazer a sua introdução, por estas bandas mas primeiro tenho que ver o porquê de não haver, se há alguma incompatibilidade. Veremos o que fazer.

Por ora, vamos matando a saudade com as carcaças que nos chegam do continente europeu.


Borreguinhos de Azeite

ALDEIA NOVA DE SÃO BENTO


Ingredientes:
Para 6 pessoas

  • meio borrego muito novo ;
  • 4 dentes de alho ;
  • sal grosso ;
  • pimenta em grão (6 bagos) ;
  • 2 dl de azeite

Confecção:

Corta-se o borreguinho em bocados pequenos, que se barram com uma papa feita com os alhos pisados com sal grosso e a pimenta em grão. Deixam-se ficar assim umas horas. Depois colocam-se numa frigideira e regam-se com azeite. Tapa-se esta e coloca-se sobre lume muito brando. De vez em quando vai-se sacudindo sem a destapar.
Quando não se sentir líquido destapa-se; se o suco da carne tiver desaparecido e o borreguinho se apresentar louro, está pronto.


fonte:
Editorial Verbo


publicado por felismundo às 08:00
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

 

Cozido de Grão com Cardinhos


Ingredientes:
Para 4 pessoas

* 500 g de grãos
* 200 g de batatinhas
* 1 molho de cardinhos
* 150 g de feijão verde
* 1 molho de hortelã
* 500 g de carne de borrego
* 500 g de chispe fresco ou salgado
* 500 g de ossos de porco fresco ou salgados
* 1 linguiça pequena
* 1 morcela pequena
* 1 farinheira
* 150 g de toucinho
* 500 g de abóbora branca
* pão alentejano

Preparação:

Na véspera, põem-se de molho os grãos e as carnes, se forem salgadas.
Cozem-se os grãos com sal.
Quando estiverem em meia cozedura, juntam-se a abóbora cortada em cubos, o toucinho, as carnes (com excepção da farinheira), o feijão verde e os cardinhos.
Quase no fim, juntam-se as batatas peladas mas inteiras, e a farinheira.
Quando estiver tudo cozido, verte-se o caldo numa terrina, sobre o pão cortado em cubos e coberto por ramos de hortelã.
Os vegetais e as carnes, devidamente partidos, são servidos como acompanhamento em travessas à parte.


publicado por felismundo às 08:00
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

CESTAS DE POESIA

Apesar das negas que a Primavera nos tem feito, ouçam com atenção estas "décimas".

 


publicado por felismundo às 10:24
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

Na Páscoa, um bom ensopado de borrego

 

https://1.bp.blogspot.com/_BI4qtg66uYM/SF-AFxJLIvI/AAAAAAAABhs/D4RpMNnyD5M/s400/_1.JPG

 

O Borrego já cá está, agora vem a receita:


Ingredientes:


Borrego - sela e costelas: 1 kg
Banha: 100 g
Cebolas: 2
Alho: 3
Louro: 1 folha
Pimenta em grão: 1 colher de sobremesa
Colorau doce: 1 colher de chá
Vinagre: 3 colheres de sopa
Malagueta: 1
Farinha, salsa, sal, e pão de véspera: q/b

Receita:


Corte o borrego em bocados e passe por farinha.
Aloure-o em 50 gr. de banha.

Entretanto corte as cebolas e os alhos em rodelas e, juntamente com o louro e a pimenta em grão, faça um refogado pouco puxado com a restante banha.
Junte o borrego, tempere com sal, a malagueta, o colorau doce, um ramo de salsa e junte a água que acha suficiente para ensopar o pão em fatias e coloque-as na terrina.
Na altura de servir a carne, leve o caldo ao lume com o vinagre e deite-o a ferver sobre o pão. Sirva com a carne à parte numa travessa.
f.s
Bom-apetite
Boa Páscoa


publicado por felismundo às 08:00
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

NO SÁBADO, "CESTAS DE POESIA"

 

OS BEIJOS QUE TU ME DÁS

 

 


publicado por felismundo às 16:45
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

CESTAS DE POESIA

Volto à poesia popular e ao Alentejo, desta vez pela palavra de Domingos José Pinto e pelas Décimas, que apresentou ao Primeiro Prémio de Poesia Popular de Terrugem, numa orrganização do, Centro Cultural de Terrugem.

 

https://1.bp.blogspot.com/_FpGz-zNYFSI/SXihwXrDMwI/AAAAAAAALkE/mf3IprNotPQ/s320/ccTerrugem.jpg

 

MOTE

Ando a espreitar uma topeira
Lá dentro do meu quintal
Da caçar não há maneira
Esse maldito anima

 

I                                                  
Passo a noite passo o dia            
Até parece impossível                
Aquele animal terrível                
Com chuva ou com maresia         
Lá anda na galeria                     
Óu ela ó a companheira              
É daninha e traiçoeira                 
Lá no meio da escuridão              
Com a feramenta na mão            
Ando a espreitar uma topeira       

II
Quando ela as unhas aferra        
Lá vou eu com a enxada
Logo pela madrugada           
Alisar aquela terra                    
É um viver sempre em guerra      
Tomara dar-lhe o final                
Não há bicho que a igual             
Cava por todos os lados              
Vou tendo os alhos chupados       
Lá dentro do meu quintal            

III
Fura por todas as partes
É pior do que uma broca
A ver se encontra a minhoca
Lá na eira dos tomates
Sempre me foge aos encartes
P’ra debaixo de uma roseira
Passeia uma manhã inteira
Espreitando esses traidores
Já abrasado em calores
De caçar não há maneira

IV
Tinha lá uns pimentões
Que até dava gosto vê-los
Têm me arripiado os grelos
de lhe dar tantos pochões
Já me engelhou os feijões
P’ra mexer não tem rival
Tão pequena e só faz mal
Já brinca com o hortelão
P’ra furar é um furão
Este maldito animal

 

REMATE

Tém um pelo luzidio
Olheia com atenção
Palpeia com a mão
Não vi pelo mais macio
Senti logo um arripio
Lá à porta da morada
Meti-lhe logo a enxada
Quando estava descoberta
Ficou com as pernas aberta
E a boca ensanguentada.

 

Domingos José Pinto nasceu a 26 de Janeiro de 1925, na freguesia da Mina do Bugalho, no concelho de Alandroal. Foi padeiro, juntou gado, partiu lenha, ceifou e acarretou água. Também foi paquete, "na altura chamava-se um tardão mas eu não tardava muito a levar os mantimentos, era despachado e num instante levava o almoço aos ganhões". Aos nove anos já fazia décimas. Agricultor desde os quinze anos, aos dezasseis tratava das bestas e já ensinava a lida do campo aos homens mais velhos. Foi cabouqueiro de mármores durante vinte e um anos. Aprendia tudo o que podia com os ganhões. O pai recebeu uma carta que só terá sido lida ao fim de um ano, altura em que Domingos Pinto pediu a um rapaz que o ensinasse a ler. A partir desta data começou a ler as cartas que as ceifeiras recebiam. Nesta altura trabalhava na herdade da Granja do Bagulho e começava a escrever as suas décimas nas lajes. Aos cinquenta e nove anos fez a quarta classe.  "Sempre dei mais valor ao que os outros escrevem - e gostava de ir   desencabecinando os amigos para esta arte do falar versado".
 

http://www.portalalentejano.com/imagem_dia/wp-content/paisagem_alentejana.jpg


publicado por felismundo às 18:41
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

ÀS QUINTAS, GASTRONOMIA!

Hoje, que o Carnaval se aproxima, vou deixar-vos saborear a Boleima.

 

http://farinhas-gueifao.pt/img-conteudos/produtos/Boleima_1.JPG

 

BOLEIMA ALENTEJANA

Ingredientes:
    •    500 g de farinha
    •    200 g de açúcar amarelo
    •    3 ovos inteiros
    •    2 dl de azeite ou óleo
    •    2 dl de leite c/ café ou só leite ou só café
    •    raspa de limão (facultativo)
    •    1 colher de café de fermento em pó
Preparação:
Mistura-se tudo muito bem, depois bate-se com a mão de modo a envolver, e fazer uma massa homogénea e compacta. Unta-se previamente um tabuleiro com óleo ou azeite, e deita-se a massa.
Seguidamente com as costas de uma faca como que vincando, dá-se uns golpes na massa superficialmente não profundos.
Primeiro efectua-se o corte ao alto; depois o corte atravessado.
Em seguida, espalha-se por cima açúcar amarelo e canela de modo a cobrir a superfície da massa no total.
E vai ao forno quente, cerca de 40 minutos mais ou menos, até estar alourado, para melhor verificação da cozedura da massa espetasse-lhe um palito e se este sair seco está no ponto...


publicado por felismundo às 11:29
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