Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

CESTAS DE POESIA

Tal como na gastronomia, hoje voltamos ao Alentejo e à sua poesia popular.

A de hoje, encerra uma adivinha, veremos quem acerta.

 

 


publicado por felismundo às 09:32
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

CESTAS DE POESIA

Volto à poesia popular, para dar a conhecer um poeta de Montemor-o-Novo, de nome José António Salgueiro.

Do seu livro "ESTAS PALAVRAS TÃO FORTES QUE MUITOS VÃO COMBATER", editado pela CENTELHA, em 1984, na Col. "CANTAMIGO - poesia popular", 1º volume (poemas 1937-1980), aqui fica uma poesia.

 

https://1.bp.blogspot.com/_x4GczYlwtn0/ShLt79B5RdI/AAAAAAAABuE/rT7S5_2rcNo/s400/12.jpg

 

Depois de ter sido uma vida sapateiro, passou os últimos qurenta anos a fazer o que mais lhe agradava, viver com as plantas e dá-las a conhecer aos demais, na sua função de ervanário.

Nada sei dele , neste momento, mas a sua poesia fá-lo transcender essa meta que se chama morte e projectá-lo, para a eternidade.

 

O QUE FOR NO ATRELADO

O que for no atrelado,

onde embarca toda a gente,

obediente e calado,

vive feliz e contente

 

Para não ser detestado

assim tão rápidamente

terá que ficar calado

e deixar-se ir na corrente

 

Se apontar alguns defeitos

até mesmo com razão,

os que se julgam perfeitos

põem-no logo no chão

 

Em assunto a resolver,

p'ra ficar elucidado,

só se deve obedecer

depois de ter meditado.

 

(1978)


publicado por felismundo às 08:00
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

CESTAS DE POESIA

 As "Cestas de Poesia" desta semana, vira-se para a poesia "Popular" e, por isso vos deixo não um, mas dois exemplos para se divertirem.

 

 

 

Depois deste exemplo, agora um outro, muito mais próximo.

 

 

 


publicado por felismundo às 07:00
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

CESTAS DE POESIA

 Neste tempo de PAZ, volto à Poesia Popular Alentejana.

 

 

 


publicado por felismundo às 07:00
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

CESTAS DE POESIA

 

 


publicado por felismundo às 07:00
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

POESIA POPULAR

 Mais uma vez, vou partilhar com todos a poesia popular do Alentejo, ora vejam:

 

 

 


publicado por felismundo às 13:33
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Sábado, 12 de Abril de 2008

POESIA POPULAR

OS NÚMEROS

O dez tocava viola
O vinte tocava pratos
O trinta jogava à bola
O quarenta caçava ratos

                 I

O um era hortelão
O dois era caçador
O três era prior
O quatro era pimpão
O cinco era campeão
O seis ninguém enrola
O sete pedia esmola
O oito era camponês
O nove era maltês
O dez tocava viola

                II

O onze vendia vinho
O doze era sargento
O treze era azarento
O catorze anda sozinho
O quinze era espretinho
O dezasseis era ingrato
O dezassete fala-barato
O dezoito era campónio
O dezanove toca harmónio
O vinte tocava pratos

                III

O vinte e um era albardeiro
O vinte e dois cantava o fado
O vinte e três guardava gado
O vinte e quatro era aguadeiro
O vinte e cinco era engenheiro
O vinte e seis era estarola
O vinte e sete carrega a mola
O vinte e oito era alpinista
O vinte e nove era ciclista
O trinta jogava à bola

                IV

O trinta e um era soldado
O trinta e dois cantoneiro
O trinta e três era ceifeiro
O trinta e quatro era chalado
O trinta e cinco era tarado
O trinta e seis apanhava gatos
O trinta e sete vende sapatos
O trinta e oito comia os feles
O trinta e nove vendia peles
O quarenta caçava ratos


Manuel Luis Ribeiro de Pavia

publicado por felismundo às 18:19
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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

POESIA POPULAR




             
             MOTE

O campo é que dá o trigo
E o trigo é que dá o pão
E ao fazer amor contigo
Ganho nova inspiração.


            GLOSAS

                   I

Ao ver a terra abandonada
Eu gostava de saber
O que vamos nós comer
Se ela não for semeada
E devidamente povoada
Corremos um grave perigo
E é por isso que vos digo
Não caiam nessa asneira
E façam a vossa sementeira
O campo é que dá o trigo.

                   II

Neste mundo conturbado
Esta é a grande verdade
Muitos vão para a cidade
Deixando o campo abandonado
E se ele não for cultivado
Se não se lhe deitar a mão
Para aumentar a produção
Tudo se pode agravar
E por isso vos quero alertar
O trigo é que dá o pão.

                  III

Se soubesses meu amor
Quanto eu sofro e já sofri
Não me deixavas sem ti
Vinhas matar a minha dor
E tudo seria melhor
Se viesses ter comigo
Viver sem ti eu não consigo
Tu és a força motriz
Junto de ti eu sou feliz
E ao fazer amor contigo.

                  IV

Nos dias que te não vejo
Não te consigo esquecer
Meu amor tu podes crer
Fico morto de desejo
E sempre que me dás um beijo
Sinto alegrar meu coração
E é com enorme satisfação
Que recordo agora aqui
Cada vez que penso em ti
Ganho nova inspiração.



Grande poeta é o POVO!


publicado por felismundo às 13:26
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