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  <title>ESTOU NA SESTA</title>
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  <description>ESTOU NA SESTA - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Tue, 20 Jan 2009 00:52:22 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Tue, 20 Jan 2009 07:00:53 GMT</pubDate>
  <title>A NOVA REALIDADE</title>
  <author>felismundo</author>
  <link>https://estounasesta.blogs.sapo.pt/176582.html</link>
  <description>&lt;p&gt; É hoje que OBAMA, toma posse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma posse cheia de dificuldades e de engulhos que, faço votos, ele os consiga ultrapassar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como não poderia deixar de ser vou assinalar, na &quot;SESTA&quot; , a posse do primeiro&quot; Afro-Americano&quot;, como comandante da maior nação do mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faço-o, no entanto, destacando o papel da mulher, sua companheira, MICHELLE OBAMA!, aqui bem expresso, neste vídeo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 16 Nov 2008 11:48:48 GMT</pubDate>
  <title>AINDA A ELEIÇÃO DE OBAMA</title>
  <author>felismundo</author>
  <link>https://estounasesta.blogs.sapo.pt/158731.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Tive há pouco o ensejo de conhecer um magnífico texto de Mia Couto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É uma visão com a qual concordo e que apesar de extenso, não me resigno a deixá-lo por aí, esquecido, sem o dar a conhecer, a quem me visita e a quem comigo partilha uma boa dose de entendimento, por isso aqui a deixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;5&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 18pt; font-weight: bold;&quot;&gt;&quot;E se Obama  fosse africano?&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt; font-weight: bold;&quot;&gt;por Mia  Couto&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Os  africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma  noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me  quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um  vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado  e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de  África.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Na  noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um  homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta,  dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir  pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se  havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma  mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre  outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a  da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para  festejarmos.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Nos  dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do  nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua  felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens  solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de &quot;nosso irmão&quot;.  E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama  familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de  ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios  racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de  aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Foi  então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang,  intitulado: &quot;E se Obama fosse camaronês?&quot;. As questões que o meu colega dos  Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da  seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num  país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste  texto.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;E  se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;1.  Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das  Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para  além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a  candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de  um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no  Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E  por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20  anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato  para o qual se impôs acima do veredicto popular.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;2.  Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido  da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por  exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso  consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não  toleram opositores, não toleram a democracia.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;3.  Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países  porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da  presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O  nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio  país, como filho de malawianos. Convenientemente &quot;descobriram&quot; que o homem que  conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal,  filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado &apos;ilegalmente&quot;.  Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a  uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e  assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;4.  Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se  Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não  que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus  líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha  contra alguém que designariam por um &quot;não autêntico africano&quot;. O mesmo irmão  negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em  casa como sendo representante dos &quot;outros&quot;, dos de outra raça, de outra bandeira  (ou de nenhuma bandeira?).&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;5.  Se fosse africano, o nosso &quot;irmão&quot; teria que dar muita explicação aos moralistas  de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que  recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada &quot;pureza  africana&quot;. Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder  - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos  africanos.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;6.  Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de  negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial  degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar  aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura,  estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas  negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com  as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos  ditadores.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Inconclusivas  conclusões&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Fique claro: existem excepções neste  quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos  moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à  parte.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Fique igualmente claro: todos estes  entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do  poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem  escrúpulos.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;A  verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas  simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória  americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham  o direito de se fazerem convidados para esta festa.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Porque a alegria que milhões de  africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama  exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus  próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de  estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem  público.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;No  mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários  internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da  vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por  guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de  terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política.  Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o  cinismo.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Arial&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 12pt;&quot;&gt;Só  há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que  mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar  para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as  etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo  que agora festejamos em casa  alheia.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt; &quot;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 05 Nov 2008 16:43:25 GMT</pubDate>
  <title>NA VITÓRIA DE OBAMA - 2</title>
  <author>felismundo</author>
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  <description>&lt;p&gt;Parece que foi ontem mas, já passaram 45 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale a pena recordar, ainda por cima, depois da noite de ontem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 05 Nov 2008 08:01:27 GMT</pubDate>
  <title>NA VITÓRIA DE OBAMA</title>
  <author>felismundo</author>
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  <description>&lt;p&gt; Seja o que for o que se irá seguir, a mudança está em marcha. Nada será como dantes!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A minha homenagem vai em forma de música, uma das melhores coisas que a América tem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

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